Política

Boulos diz que Lula resiste a "projeto colonial" de Trump

Ministro afirma que eleição de 2026 será decisiva para a soberania do país e diz que biografia de Flávio Bolsonaro é "ficha corrida"

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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos | Divulgação/SGPR

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos | Divulgação/SGPR

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se tornou a principal resistência na América Latina ao que chamou de "projeto colonial" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em entrevista ao Central de Notícias, do SBT News, nesta segunda-feira (20), Boulos disse que esse cenário transforma a disputa presidencial de 2026 em uma eleição que extrapola as fronteiras brasileiras e coloca em jogo a soberania nacional.

"O Brasil se tornou, sob a liderança do Lula, talvez a única resistência significativa no nosso continente em relação ao projeto colonial do Donald Trump", disse.
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Na avaliação do ministro, a eleição deste ano será a "mais importante do planeta".

Segundo Boulos, a campanha também será marcada pela defesa de recursos estratégicos, como as terras raras. Para ele, o interesse dos Estados Unidos no Brasil estaria relacionado às reservas estratégicas de minerais. O país possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China.

Comparação entre Lula e Flávio Bolsonaro

Boulos também comentou uma possível disputa entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial e afirmou que o histórico dos dois candidatos favorece o atual presidente.

"A comparação beneficia o presidente Lula. Se você comparar trajetória, a biografia, de Lula com Flávio Bolsonaro, não tem nem o que falar", disse.

O ministro classificou Lula como um "estadista", citou o combate à fome e à pobreza durante os governos petistas e disse que "mesmo quem não gosta do Lula reconhece" sua trajetória. Sobre Flávio Bolsonaro, afirmou:

"A biografia do Flávio é uma verdadeira ficha corrida. A única coisa que traz é o sobrenome do pai."

Ao comparar os governos Lula e Jair Bolsonaro (PL), resumiu: "É 7 a 1".

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