Ataque ao STF enfraquece o Judiciário, diz presidente do PT
Edinho Silva diz que sigla foi favorável às investigações envolvendo o Banco Master, porém, partido é contra linchamento público de ministros da corte


Nathalia Fruet
O presidente do PT, Edinho Silva, defendeu que todas as denúncias do escândalo bilionário envolvendo o Banco Master precisam ser esclarecidas. O petista, no entanto, disse ser contra ao pré-julgamento e ao linchamento público.
Edinho Silva não cita, nominalmente, nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal, mas as declarações foram dadas depois que o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master, diante do relatório da PF sobre conversas entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, personagem central da fraude.
"Já vimos essa prática na Lava Jato, ela só enfraqueceu a democracia. Todos tem o direito aos princípios, do contraditório, e da ampla defesa, o contrário disso tem nome: é regime de exceção, autoritarismo. O PT não vai fazer coro com nenhum oportunismo autoritário" ressaltou Edinho.
Ao mesmo tempo, o presidente do PT disse ser urgente uma profunda reforma das instituições brasileiras, reforma político-eleitoral e do poder Judiciário. Internamente, no Palácio do Planalto, no entorno de Lula, há quem defenda que o presidente use a liquidação do caso Master para sustentar que foi durante a gestão dele que se enfrentou crimes financeiros cometidos por um banqueiro.









