Após série de ligações, Lula comemora acordo Mercosul-UE e discute Venezuela com primeiro-ministro de Portugal
Líderes concordaram que o pacto entre os blocos é um "gesto importante de defesa do multilateralismo"

Gabriela Vieira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone na manhã desta terça-feira (13) com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Os líderes comemoraram o acordo de parceria entre o Mercosul e a União Europeia, que será assinado em 17 de janeiro.
Luís Montenegro cumprimentou Lula por seu empenho em prol da conclusão do acordo. Os dois concordaram que o pacto entre os blocos é um "gesto importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio" com grande dimensão política e estratégica neste momento "histórico".
O primeiro-ministro e o presidente brasileiro concordaram em trabalhar juntos para a implementação do acordo. "A fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria firmada", disse a nota do governo.
Ainda durante a conversa, os dois falaram sobre a situação na Venezuela, após ação militar dos Estados Unidos no país, que ocasionou na captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sob acusações de narcoterrorismo. Lula e Montenegro entenderam que é fundamental "evitar um cenário de instabilidade na América do Sul".
O mandatário fez uma série de telefonemas na semana passada, em lista que inclui o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. Todas as conversas abordaram a situação na Venezuela.
Lula ainda espera fazer ligação para a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e para o mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa procura manter canais de diálogo abertos com os dois governos em um momento de instabilidade regional.
Acordo Mercosul-UE
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, será o representante do Brasil durante a assinatura do acordo entre Mercosul e União Europeia, marcada para o próximo sábado (17).
Segundo o Palácio do Itamaraty, o acordo vai reunir 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22,4 trilhões. Este será o maior acordo comercial a ser firmado pelo Mercosul.









