Política

Aliados de Lula reagem a ato pró-anistia na Paulista: "Projeto de lei visa à impunidade", diz Gleisi

Ministros Paulo Teixeira, Jorge Messias e Gleisi Hoffmann usaram as redes sociais para criticar manifestação bolsonarista

R
Rafael Porfírio
07/04/2025, 14:30 • Atualizado em 07/04/2025, 14:32
compartilhar
Ministros de Lula postaram críticas nas redes sociais | Reprodução

Ministros de Lula postaram críticas nas redes sociais | Reprodução

Ministros do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usaram as redes sociais para criticar a manifestação realizada nesse domingo (7) na avenida Paulista, sob organização de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

O ato, que teve como pauta central a anistia a condenados e investigados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, foi classificado por integrantes do governo como uma tentativa fracassada de reescrever os fatos e desestabilizar as instituições democráticas.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que os discursos no ato apenas reforçam a necessidade de responsabilização dos envolvidos nos ataques.

"A maioria do povo brasileiro não apoia a anistia e os repetidos ataques a ministros do STF e ao presidente da Câmara, no palanque da extrema-direita em São Paulo, reforçam o acerto do Judiciário em processar os comandantes da tentativa de golpe de 8 janeiro", escreveu.

Ela também criticou a postura do ex-presidente, chamando de farsas os pedidos de anistia e denunciando a retórica golpista:

"Mesmo no banco dos réus seguem mentindo, ofendendo e ameaçando o Estado Democrático de Direito, que tentaram abolir para manter o réu Jair Bolsonaro na disputa pelo poder. [...] Na boca dos golpistas, a palavra anistia se reduz a uma farsa, um projeto de lei que visa à impunidade de réus que nem foram julgados ainda. [...] O Brasil quer paz e justiça", destacou a ministra.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, ironizou a tentativa de Bolsonaro de discursar em inglês, ao se referir ao público internacional durante o evento.

"A manifestação pela anistia do inelegível na avenida Paulista foi um espetáculo de irrelevância e constrangimento em dois idiomas. [...] Que nota você daria para a aula de inglês do inelegível?", escreveu o ministro em rede social.

Para Teixeira, o ato revelou o desprezo dos bolsonaristas pelas instituições e pela verdade:

"Como se não bastasse a vergonha de ir às ruas para defender a impunidade de golpistas e vândalos, os escassos 45 mil que foram à Paulista ainda levaram pra casa o vexame de ver Bolsonaro tentar falar no idioma de Donald Trump", destacou Paulo Teixeira.

O advogado-geral da União (AGU), ministro Jorge Messias, foi um dos mais duros na crítica ao evento, que classificou como um "desserviço à população brasileira".

"A Parada Brasil do Atraso é um desserviço à população brasileira e uma afronta às nossas instituições. É capitaneada por extremistas e falsos moderados, numa salada sem identidade e sem rumo", escreveu.

Messias chamou atenção para a desconexão entre as pautas do evento e os reais problemas enfrentados pela população.

"Enquanto no Brasil real o povo está voltado para trabalho, emprego e renda, e preocupado com as consequências do tarifaço global dos Estados Unidos, o Brasil paralelo da extrema direita promove uma agenda absolutamente desvirtuada das demandas urgentes do país", destacou em sua rede social.

O ministro ainda criticou a ausência de propostas concretas e populares durante o ato.

"Não vi bandeiras em defesa de nossa soberania, de nossos trabalhadores e empresários, ou de projetos fundamentais ao povo, como o da isenção do IR para quem ganha menos de 5 mil reais e que beneficia mais de 20 milhões de brasileiros. Por isso, mais uma vez a extrema-direita fracassa em sua sórdida tentativa de desestabilização das instituições democráticas", finalizou.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Morre Rivas Álibi, pioneiro do rap no DF

Morre Rivas Álibi, pioneiro do rap no DF

Imagem da notícia: Venezuela: número de mortos em terremotos passa de 3 mil

Venezuela: número de mortos em terremotos passa de 3 mil

Imagem da notícia: Tempestade adia México x Inglaterra nas quartas de final

Tempestade adia México x Inglaterra nas quartas de final

Imagem da notícia: Haaland iguala Messi e Mbappé na artilharia da Copa de 2026

Haaland iguala Messi e Mbappé na artilharia da Copa de 2026

Imagem da notícia: Morre Rivas Álibi, pioneiro do rap no DF

Morre Rivas Álibi, pioneiro do rap no DF

Imagem da notícia: Venezuela: número de mortos em terremotos passa de 3 mil

Venezuela: número de mortos em terremotos passa de 3 mil

Imagem da notícia: Tempestade adia México x Inglaterra nas quartas de final

Tempestade adia México x Inglaterra nas quartas de final

Imagem da notícia: Haaland iguala Messi e Mbappé na artilharia da Copa de 2026

Haaland iguala Messi e Mbappé na artilharia da Copa de 2026

Últimas notícias

Brasil não elimina europeus na Copa do Mundo desde o penta

Seleção caiu para seleções no velho continente nos últimos seis mundiais; última vitória foi no título de 2002

México x Inglaterra na Copa do Mundo; siga em tempo real

Mexicanos e ingleses duelam neste domingo (5), às 22h, por uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026

Brasil tem pior campanha na Copa do Mundo em 36 anos

Seleção Brasileira perde por 2 x 1 da Noruega e é eliminada nas oitavas de final, como no mundial de 1990

Bruno Guimarães perde pênalti e encerra série de 40 anos

Meio-campista é o 1º brasileiro a desperdiçar uma cobrança no tempo normal de uma Copa desde Zico, em 1986

Trump celebra suspensão de cartão vermelho de Balogun

Artilheiro dos EUA poderá enfrentar a Bélgica nas oitavas após decisão do Comitê Disciplinar que reverteu punição por pisão em Muharemovic

Flávio Bolsonaro chega aos EUA para audiência sobre tarifas

Pré-candidato à Presidência da República desembarca no país a 2 dias de reunião com o governo americano; senador assistirá jogo do Brasil em Washington