Suspeito de feminicídio é preso após matar chefe e tentar ocultar o corpo
Homem de 22 anos é acusado de assassinar Simone Cruz, de 37 anos, em crime que pode ter sido motivado por rejeição amorosa
Fabíola Corrêa
09/04/2025, 17:49 • Atualizado em 09/04/2025, 17:51
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Simone e o funcionário suspeito do crime | Reprodução
A mãe de Simone Mendes Cruz, de 37 anos, vive o luto da forma mais dolorosa: pedindo por justiça após o feminicídio da filha. A Polícia Militar foi acionada após o encontro do corpo de Simone, com múltiplos ferimentos de faca, em casa, onde ela abriu uma marcenaria, no Jardim Luanda, zona sul de São Paulo.
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O próprio funcionário que chamou a PM alegou ter encontrado a patroa morta e se mostrou abalado. No entanto, durante a investigação, a polícia localizou no carro de Emanuel Silva Rocha, de 22 anos, roupas da vítima, facas e objetos utilizados para imobilização, como mordaça e apetrechos para amarrar.
Segundo a polícia, no fim da noite de terça-feira (8), o suspeito deu carona para a mãe da vítima em um carro preto. Depois disso, o homem voltou à cena do crime, possivelmente cometeu o assassinato e então seguiu para Guarulhos, na Grande São Paulo, onde mora.
De acordo com a polícia, ele foi para casa, tomou banho, trocou de carro e retornou ao local na madrugada, em uma Fiorino branca. A suspeita é de que ele pretendia transportar o corpo de Simone no bagageiro, mas desistiu da ideia. Emanuel foi detido e encaminhado à delegacia.
A perícia busca materiais genéticos para reforçar a investigação. A polícia também confirmou que ele foi a única pessoa a entrar na casa no período do crime.
Mensagens amorosas
Há três anos, Simone enfrentou uma grande perda: a morte de seu filho pequeno por leucemia. Ela trabalhava como bancária, mas, em luto, afastou-se da função e decidiu abrir a marcenaria em casa.
Ela estava reconstruindo a vida ao lado do filho mais velho, de 12 anos. Emanuel era um de seus funcionários. Segundo relatos de testemunhas à polícia, ele enviava mensagens com investidas amorosas à Simone, que sempre se recusou.
A polícia investiga se essa rejeição pode ter sido a motivação para o crime, que teve requintes de crueldade. Simone foi degolada, e exames necroscópicos foram solicitados para verificar se houve também violência sexual.
O boletim de ocorrência descreve que, no andar superior da casa, havia manchas de sangue no colchão e nas paredes, além de sinais de luta corporal. A mãe de Simone agora aguarda uma condenação proporcional à dor que sente.
Suspeito de feminicídio é preso após matar chefe e tentar ocultar o corpoHomem de 22 anos é acusado de assassinar Simone Cruz, de 37 anos, em crime que pode ter sido motivado por rejeição amorosa
Cidades2025-04-09T17:49:45.135ZA mãe de Simone Mendes Cruz, de 37 anos, vive o luto da forma mais dolorosa: pedindo por justiça após o feminicídio da filha. A Polícia Militar foi acionada após o encontro do corpo de Simone, com múltiplos ferimentos de faca, em casa, onde ela abriu uma marcenaria, no Jardim Luanda, zona sul de São Paulo. O próprio funcionário que chamou a PM alegou ter encontrado a patroa morta e se mostrou abalado. No entanto, durante a investigação, a polícia localizou no carro de Emanuel Silva Rocha, de 22 anos, roupas da vítima, facas e objetos utilizados para imobilização, como mordaça e apetrechos para amarrar. Segundo a polícia, no fim da noite de terça-feira (8), o suspeito deu carona para a mãe da vítima em um carro preto. Depois disso, o homem voltou à cena do crime, possivelmente cometeu o assassinato e então seguiu para Guarulhos, na Grande São Paulo, onde mora. De acordo com a polícia, ele foi para casa, tomou banho, trocou de carro e retornou ao local na madrugada, em uma Fiorino branca. A suspeita é de que ele pretendia transportar o corpo de Simone no bagageiro, mas desistiu da ideia. Emanuel foi detido e encaminhado à delegacia. A perícia busca materiais genéticos para reforçar a investigação. A polícia também confirmou que ele foi a única pessoa a entrar na casa no período do crime. Mensagens amorosas Há três anos, Simone enfrentou uma grande perda: a morte de seu filho pequeno por leucemia. Ela trabalhava como bancária, mas, em luto, afastou-se da função e decidiu abrir a marcenaria em casa. Ela estava reconstruindo a vida ao lado do filho mais velho, de 12 anos. Emanuel era um de seus funcionários. Segundo relatos de testemunhas à polícia, ele enviava mensagens com investidas amorosas à Simone, que sempre se recusou. A polícia investiga se essa rejeição pode ter sido a motivação para o crime, que teve requintes de crueldade. Simone foi degolada, e exames necroscópicos foram solicitados para verificar se houve também violência sexual. O boletim de ocorrência descreve que, no andar superior da casa, havia manchas de sangue no colchão e nas paredes, além de sinais de luta corporal. A mãe de Simone agora aguarda uma condenação proporcional à dor que sente. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/suspeito-de-feminicidio-e-preso-apos-matar-chefe-e-tentar-ocultar-o-corpo
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