Polícia

Policiais militares suspeitos de execução de comerciante são presos em São Paulo

Departamento de Homicídios investiga grupo de extermínio formado por PMs do 6º Batalhão de Ações Especiais de São Bernardo do Campo

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Dois policiais militares foram presos pelo Departamento de Homicídios, suspeitos de executar o comerciante Luis Francisco Caselli, de 61 anos, em novembro do ano passado, na zona leste da capital paulista.

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Os PMs são do 6º Batalhão de Ações Especiais, o BAEP, de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A prova que os coloca na cena do crime é que um rastreador, colocado no carro do comerciante, tinha sido alugado pelos dois policiais. Logo depois de matarem Luis Francisco Caselli, os assassinos tentaram retirar o aparelho do veículo, mas não conseguiram.

A vítima foi morta quando chegava em casa e tinha uma extensa ficha criminal. Luis Francisco Caselli também operava como doleiro e lobista de empresas que tinham interesse em contratos públicos.

O uso do rastreador pelos criminosos já levou à prisão de oito policiais militares da ativa até agora. Ao investigar o assassinato, o Departamento de Homicídios descobriu o uso ilegal desse tipo de equipamento pelos militares. A polícia investiga, inclusive, a suspeita da existência de um grupo de matadores formado por PMs.

Investigação

Tudo começou com a prisão de Clévio Queiroz dos Santos, de 35 anos. Foi ele quem forneceu o rastreador usado no crime. Em depoimento, afirmou que o equipamento foi alugado pelo policial militar Hélio Augusto Passos, que trabalha no 6º BAEP. O PM foi preso e disse que alugou e entregou o equipamento para outros colegas de farda.

Clévio confessou ainda que mais três rastreadores estavam com policiais do BAEP. Uma busca feita dentro do batalhão localizou os equipamentos nos armários dos militares. Com isso, mais cinco policiais foram presos. Dos oito investigados, quatro são sargentos.

As prisões são temporárias e os PMs ainda não foram interrogados. Policiais civis de Santo André, também na Grande São Paulo, pediram informações ao Departamento de Homicídios. Crimes investigados no ABC Paulista podem ter sido cometidos por um grupo de extermínio que utiliza rastreadores para monitorar as vítimas.

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