Polícia

PF apura ligação de desvios do INSS com agência usada por Lulinha e amiga; defesa vê erro cronológico e vai ao STF

Advogados de empresária dizem que datas de pagamentos afastam linha de investigação da Polícia Federal; inquérito está em andamento e sob sigilo

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Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília | Valter Campanato/Agência Brasil

A Polícia Federal investiga se dinheiro desviado do INSS foi destinado a uma agência de viagem usada por Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT).

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Um relatório de inteligência da PF afirma que essa agência de viagens recebeu cerca de R$ 640 mil de uma empresa da empresária Roberta Luchsinger, amiga próxima de Lulinha.

No mesmo período, ainda segundo a polícia, Roberta recebeu cerca de R$ 1,1 milhão de uma empresa de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, por suposta consultoria prestada. Esse dinheiro é apontado pela PF como proveniente de desvios do órgão.

As informações do inquérito foram divulgadas pelo Estadão e confirmadas pelo SBT News. A investigação está sob relatoria de André Mendonça, no Supremo, e corre sob sigilo.

A defesa de Roberta vai protocolar nesta quinta (19) uma petição no STF para contestar as suspeitas da PF e também reclamar dos vazamentos de dados.

Os advogados da empresária alegam que a cronologia dos pagamentos recebidos e feitos por ela afastam a linha de investigação da polícia.

Segundo a defesa, as transferências para a agência de viagem foram entre dezembro de 2023 e junho de 2024, anteriores ao recebimento da prestação de consultoria de Roberta para o Careca do INSS, em novembro de 2024.

Ainda de acordo com os advogados, essa ordem dos pagamentos tira a possibilidade de a PF entender o dinheiro para a agência veio do valor recebido do Careca.

Na petição que será entregue ao STF, os advogados vão reclamar do vazamento de informações à imprensa e alegar que está ocorrendo uma campanha difamatória.

Procurado, o advogado de defesa de Fabio Luis Lula da Silva diz que a PF está utilizando a liberdade de investigar dada pelo presidente Lula, mas conduz o inquérito de forma apressada.

A investigação está ainda em andamento e não tem prazo para ser encerrada.

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