Cidades

Operação da PF mira esquema bilionário de comércio ilegal de ouro

Uma pessoa foi presa e treze mandados de busca e apreensão foram cumpridos

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Vitória Santiago
28/02/2024, 20:11 • Atualizado em 28/02/2024, 20:13
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Material apreendido pela PF e Receita na Operação Pirâmide de Ouro, em Belém (PA). Foto: Divulgação/PF

Material apreendido pela PF e Receita na Operação Pirâmide de Ouro, em Belém (PA). Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal e a Receita Federal fizeram nesta quarta-feira (28) a Operação Pirâmide de Ouro. A ação mira um esquema de venda ilegal de ouro que teria movimentado R$ 1 bilhão. A operação se dá no Pará, Amazonas, Rondônia e Paraná.

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Segundo as autoridades, 1 pessoa foi presa e 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Duas pessoas ainda são procuradas, em Curitiba (PR).

As ações de busca e apreensão acontecem em Itaituba (PA), Porto Velho (RO), Manaus (AM) e também em Curitiba. Os policiais apreenderam documentos e dinheiro. A quantia apreendida ainda não foi contabilizada pela PF.

A Justiça Federal do Amazonas ainda decretou o sequestro de bens de 24 alvos.

Os crimes investigados na operação são lavagem de dinheiro, usurpação de bens da união, falsidade ideológica e uso de documento falso.

Investigação começou em 2022

As investigações que levaram à Operação Pirâmide de Ouro começaram em 1° de setembro de 2022, quando foram apreendidos 7,5 quilos de ouro, no Aeroporto Internacional de Belém.

Na época, o homem foi barrado e detido no aeroporto, mas foi liberado em seguida. Ouro extraído em garimpos ilegais de rios no Amazonas e Rondônia estavam sendo levados pelo criminoso para o Estado de São Paulo.

De acordo com a PF e Receita Federal, durante esse período que o homem ficou solto, ele embarcou em 27 voos, em 11 meses, entre Curitiba, Porto Velho, Manaus e Campinas.

A cada viagem, era transportado quantias pequenas de ouro, para evitar suspeitas.

Nesta quarta-feira (28) esse criminoso, que havia sido localizado em 2022, foi preso. Ele responde por participar de esquema de lavagem de dinheiro e venda ilegal de ouro.

Empresas ajudavam no esquema

O esquema recebia amparo legal de empresas "noteiras", que forjavam notas fiscais.

O ouro extraído e vendido ilegalmente passava por um processo químico que diminuia o teor de pureza do produto. O foco era tentar ocultar a origem, fazer parecer legal e impedir que as autoridades suspeitassem do esquema.

O suspeito preso é sócio de uma empresa fantasma, sem funcionários.

Em três anos, essa empresa movimentou R$ 1,5 bilhão, entre os meses de junho de 2020 e setembro de 2022.

A Polícia Federal solicitou perícia que constatou forte evidência de fraude, o que reforçou a suspeita da investigação.

A Justiça determinou o recolhimento de valores ainda disponíveis em contas bancárias, suspensão de atividades da empresa e de permissão de lavra garimpeira.

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