A prisão ocorreu durante uma operação na comunidade da Vila Vintém, em Padre Miguel, na zona oeste da capital, na quinta-feira (8). A ação começou ainda de madrugada e enfrentou forte resistência. Criminosos atiraram contra transformadores de energia para deixar a favela às escuras, e a circulação de ônibus no bairro foi suspensa. Houve troca de tiros com os policiais antes da prisão de Celsinho, que foi encontrado em casa. Na delegacia, ele negou envolvimento com organizações criminosas.
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De acordo com a investigação, iniciada em fevereiro, Celsinho se aliou ao Comando Vermelho e a milicianos para retomar o controle de comunidades dominadas por rivais. Ele é suspeito de ter negociado com André Costa Bastos, o Boto, um miliciano já preso, a "compra" da comunidade Vila Sapê, em Curicica. Após o acordo, traficantes da ADA foram enviados para ocupar a região e iniciar a venda de drogas, sem resistência. Esse movimento revelou uma aliança inédita entre o tráfico e milicianos, segundo a Polícia Civil.
Desejo de "se afastar" do crime após 20 anos de cadeia
Celsinho já havia cumprido 20 anos de prisão e foi solto em 2022. À época, afirmou que desejava se afastar do crime. No entanto, investigadores apontam que ele voltou a atuar diretamente no comando da facção e expandia sua influência na zona oeste.
Mandados de prisão também foram expedidos contra outras lideranças criminosas, incluindo um miliciano já detido por outros crimes. A operação faz parte da ofensiva chamada Contenção, que tem como objetivo interromper o avanço territorial do Comando Vermelho.
"Manter distância" do crime, disse Celsinho da Vila Vintém ao ser solto em 2022Traficante fundador de fação foi preso na quinta (8) após operação policial; investigação aponta aliança com milícia Cidades2025-05-09T09:37:01.518ZA Polícia Civil do Rio de Janeiro , um dos traficantes com mais tempo de atuação no estado e fundador da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA). A prisão ocorreu durante uma operação na comunidade da Vila Vintém, em Padre Miguel, na zona oeste da capital, na quinta-feira (8). A ação começou ainda de madrugada e enfrentou forte resistência. Criminosos atiraram contra transformadores de energia para deixar a favela às escuras, e a circulação de ônibus no bairro foi suspensa. Houve troca de tiros com os policiais antes da prisão de Celsinho, que foi encontrado em casa. Na delegacia, ele negou envolvimento com organizações criminosas. Aliança com facções e milicianos De acordo com a investigação, iniciada em fevereiro, Celsinho se aliou ao Comando Vermelho e a milicianos para retomar o controle de comunidades dominadas por rivais. Ele é suspeito de ter negociado com André Costa Bastos, o Boto, um miliciano já preso, a "compra" da comunidade Vila Sapê, em Curicica. Após o acordo, traficantes da ADA foram enviados para ocupar a região e iniciar a venda de drogas, sem resistência. Esse movimento revelou uma aliança inédita entre o tráfico e milicianos, segundo a Polícia Civil. Desejo de "se afastar" do crime após 20 anos de cadeia Celsinho já havia cumprido 20 anos de prisão e foi solto em 2022. À época, afirmou que desejava se afastar do crime. No entanto, investigadores apontam que ele voltou a atuar diretamente no comando da facção e expandia sua influência na zona oeste. Mandados de prisão também foram expedidos contra outras lideranças criminosas, incluindo um miliciano já detido por outros crimes. A operação faz parte da ofensiva chamada Contenção, que tem como objetivo interromper o avanço territorial do Comando Vermelho. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/manter-distancia-do-crime-disse-celsinho-da-vila-vintem-ao-ser-solto-em-2022
Fábio de Lima, de 45 anos, foi baleado durante uma briga familiar; o policial Mateus Aureliano da Silva, de 27 anos, afirma que atirou após ser agredido