Governo empurra decisão sobre corte de gastos para a próxima semana
Lula e ministros se reuniram por mais de três horas nesta sexta-feira (8) e por cinco horas na quinta (7)
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Raphael Felice
08/11/2024, 22:20 • Atualizado em 08/11/2024, 22:20
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Reunião ministerial
Após quatro dias seguidos de reuniões, o governo do presidente Lula ainda não chegou a um consenso sobre o corte de gastos do orçamento de 2026. A expectativa era que o pacote de ajuste fiscal fosse apresentado nesta semana, mas foi empurrado para a próxima.
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Após 3h30 de reunião, o governo adiou mais uma vez a decisão. Na quinta-feira (7), Lula e ministros se reuniram por 5h, mas também não chegaram a um consenso.
Pressionado há algum tempo pelo setor financeiro para anunciar um pacote de reajustes fiscais, o governo fez um compromisso de apresentar medidas após as eleições municipais. O mercado esperava cortes na casa de R$ 50 bilhões, mas a decisão do tamanho da tesoura está nas mãos do presidente da República.
Em meio a especulações, Lula tem conversado com alguns ministros para saber a situação das pastas e avaliar quais medidas podem ser cortadas ou reduzidas. Além de cortes, o governo também estuda passar um novo pente fino em alguns programas sociais, como o Bolsa Família e, principalmente, Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Segundo o ministro da Previdência, Carlos Lupi, existe a possibilidade de pessoas que começaram a receber o BPC na pandemia, seguirem recebendo o benefício mesmo não estando mais aptas. Lupi, aliás, também chegou a dizer, nesta quinta-feira (7), que deixará o governo caso sejam retirados direitos dos trabalhadores e contribuintes em sua pasta.
Apesar da ansiedade do mercado financeiro - refletida na alta do dólar e na queda da bolsa durante essa semana - não houve por parte do governo uma promessa de resolver a questão já nesta sexta-feira.
Vale lembrar, que o Comitê de Política Monetária (Copom), registrou alta nos juros, de 10,75% para 11,25%.
Apesar dos indicativos de que vai haver cortes, o presidente da República vem resistindo à pressão externa. Em entrevista à RedeTV nesta quinta-feira (7), Lula questionou o mercado e o Congresso a respeito das medidas de ajuste fiscal.
"Eu quero saber o seguinte: se eu fizer um corte de gastos para diminuir a capacidade de investimento do orçamento, o Congresso vai aceitar reduzir emendas de deputados e senadores para contribuir com ajuste fiscal que eu vou fazer? Porque não é só tirar do orçamento do governo. Os empresários que vivem de subsídio do governo, vão aceitar abrir mão um pouco de subsídio para a gente poder equilibrar a economia brasileira? Eu não sei se vão aceitar", disse Lula em um programa de entrevistas dos senadores Jorge Kajuru (PSB-GO) e Leila Barros (PDT-DF).
Participantes da reunião desta sexta
- Geraldo Alckmin, Vice-presidente da República e Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
- Rui Costa, Ministro da Casa Civil
- Fernando Haddad, Ministro de Estado da Fazenda
- Luiz Marinho, Ministro de Estado do Trabalho e Emprego
- Simone Tebet, Ministra de Estado do Planejamento e Orçamento
- Paulo Pimenta, Ministro de Estado da Secretaria de Comunicação Social
- Camilo Santana, Ministro de Estado da Educação
- Nísia Trindade, Ministra de Estado da Saúde
- Esther Dweck, Ministra de Estado da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
- Jorge Messias, Advogado-Geral da União
Governo empurra decisão sobre corte de gastos para a próxima semanaLula e ministros se reuniram por mais de três horas nesta sexta-feira (8) e por cinco horas na quinta (7)Política2024-11-08T22:20:01.957ZApós quatro dias seguidos de reuniões, o governo do presidente Lula ainda não chegou a um consenso sobre o corte de gastos do orçamento de 2026. A expectativa era que o pacote de ajuste fiscal fosse apresentado nesta semana, mas foi empurrado para a próxima. Após 3h30 de reunião, o governo adiou mais uma vez a decisão. Na quinta-feira (7), Lula e ministros se reuniram por 5h, mas também não chegaram a um consenso. Pressionado há algum tempo pelo setor financeiro para anunciar um pacote de reajustes fiscais, o governo fez um compromisso de apresentar medidas após as eleições municipais. O mercado esperava cortes na casa de R$ 50 bilhões, mas a decisão do tamanho da tesoura está nas mãos do presidente da República. Em meio a especulações, Lula tem conversado com alguns ministros para saber a situação das pastas e avaliar quais medidas podem ser cortadas ou reduzidas. Além de cortes, o governo também estuda passar um novo pente fino em alguns programas sociais, como o Bolsa Família e, principalmente, Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo o ministro da Previdência, Carlos Lupi, existe a possibilidade de pessoas que começaram a receber o BPC na pandemia, seguirem recebendo o benefício mesmo não estando mais aptas. Lupi, aliás, também chegou a dizer, nesta quinta-feira (7), que deixará o governo caso sejam retirados direitos dos trabalhadores e contribuintes em sua pasta. Apesar da ansiedade do mercado financeiro - refletida na alta do dólar e na queda da bolsa durante essa semana - não houve por parte do governo uma promessa de resolver a questão já nesta sexta-feira. Vale lembrar, que o Comitê de Política Monetária (Copom), registrou alta nos juros, de 10,75% para 11,25%. Apesar dos indicativos de que vai haver cortes, o presidente da República vem resistindo à pressão externa. Em entrevista à RedeTV nesta quinta-feira (7), Lula questionou o mercado e o Congresso a respeito das medidas de ajuste fiscal. "Eu quero saber o seguinte: se eu fizer um corte de gastos para diminuir a capacidade de investimento do orçamento, o Congresso vai aceitar reduzir emendas de deputados e senadores para contribuir com ajuste fiscal que eu vou fazer? Porque não é só tirar do orçamento do governo. Os empresários que vivem de subsídio do governo, vão aceitar abrir mão um pouco de subsídio para a gente poder equilibrar a economia brasileira? Eu não sei se vão aceitar", disse Lula em um programa de entrevistas dos senadores Jorge Kajuru (PSB-GO) e Leila Barros (PDT-DF). Participantes da reunião desta sexta - Geraldo Alckmin, Vice-presidente da República e Ministro de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços - Rui Costa, Ministro da Casa Civil - Fernando Haddad, Ministro de Estado da Fazenda - Luiz Marinho, Ministro de Estado do Trabalho e Emprego - Simone Tebet, Ministra de Estado do Planejamento e Orçamento - Paulo Pimenta, Ministro de Estado da Secretaria de Comunicação Social - Camilo Santana, Ministro de Estado da Educação - Nísia Trindade, Ministra de Estado da Saúde - Esther Dweck, Ministra de Estado da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos - Jorge Messias, Advogado-Geral da UniãoSão PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/governo-empurra-decisao-sobre-corte-de-gastos-para-a-proxima-semana
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