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Trump volta a citar anexação do Canadá: "nosso 51° estado"

Presidente dos EUA citou tarifas comerciais e afirmou que incorporação seria melhor para o país

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Camila Stucaluc
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Reuters

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a citar uma possível anexação do Canadá. A declaração aconteceu na tarde de quarta-feira (14), durante um comício dos Republicanos no Arizona.

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Trump iniciou a fala abordando medidas que intensificaram a crise diplomática com o vizinho. É o caso da ordem executiva que determinou a mudança de nome do Lago Ontário, localizado entre Estados Unidos e Canadá, para Lago América, e a tarifa adicional de 50% sobre determinados produtos canadenses.

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“O Canadá nos trata muito mal. Sempre fizeram isso, mas não mais. É um jogo totalmente diferente agora. Suas empresas de carros estão mudando para os Estados Unidos, caso contrário deverão pagar tarifas imensas. Eles acabarão sendo nosso 51º estado, porque é o único jeito que funciona. Nós não precisamos deles, mas eles precisam da gente”, disse Trump.

O presidente já comentou sobre anexar o Canadá em outras ocasiões, alegando que a mudança seria melhor para a economia e segurança de ambos os países. No ano passado, ele chegou a publicar um mapa no qual o Canadá aparece anexado ao território norte-americano. A imagem foi duramente criticada pelo governo vizinho, que disse que o “Canadá, nunca, jamais fará parte dos Estados Unidos”.

Durante o comício político, Trump afirmou que a tensão diplomática entre os países deve terminar com um acordo similar ao feito com Dinamarca e Groenlândia. Assinado em setembro, o tratado permite a expansão da presença militar norte-americana na ilha, mas determina que o território segue sob soberania dinamarquesa.

O território vinha atraindo o interesse de Trump desde seu primeiro mandato (2017-2021) devido à alta quantidade de combustíveis fósseis e minerais essenciais para a indústria tecnológica e militar. Além disso, a ilha abriga uma posição militar estratégica para defesa antimísseis e vigilância espacial — especialmente num contexto de rivalidade com Rússia e China. Antes do acordo, o presidente norte-americano também falou em anexação.

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