Trump diz que Irã vai pagar por morte de militares dos EUA
Presidente norte-americano promete retaliação após mortes de soldados dos EUA; confrontos se intensificam e ampliam tensão no Oriente Médio
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Murillo Otavio
Donald Trump | Reprodução Reuters/Evan Vucci
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (20) que o Irã vai pagar pelas mortes de militares norte-americanos durante o conflito no Oriente Médio. Nos últimos dias, pelo menos três agentes dos EUA morreram em combate.
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As Forças Armadas dos EUA assumiram a autoria de um bombardeio contra a usina nuclear de Darkhovin, em construção no sudoeste do Irã. Os ataques também atingiram diversos pontos da cidade portuária de Bushehr, no sul do país, onde está localizada a única usina nuclear civil iraniana, informou a agência estatal Irna.
A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter realizado um "ataque surpresa" contra um "centro de comando inimigo" na região de Al-Tanf, na Síria, segundo comunicado divulgado pela agência estatal Irna.
A corporação ainda reforçou a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, afirmando que "nem uma gota" de petróleo ou gás transitará pela rota marítima caso a ofensiva norte-americana continue. "Essa passagem não será segura para o trânsito de produtos petroquímicos, nem mesmo para uma única gota de petróleo e gás", declarou a Guarda Revolucionária.
Além do impacto militar na região, a escalada das tensões no Estreito de Ormuz já afeta diretamente o mercado global de energia, pressionando os preços do petróleo.
Também em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (20), Trump saiu em defesa de Benjamin Netanyahu e afirmou que o primeiro-ministro de Israel não será preso nos Estados Unidos, como sugeriu o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.
"Benjamin Netanyahu não será preso, de forma alguma, enquanto estiver nos Estados Unidos da América. Ele está lutando contra a República Islâmica do Irã, que recentemente matou 52.000 manifestantes inocentes e passou os últimos 47 anos matando soldados americanos e outras pessoas. Os únicos que deveriam ser presos são aqueles que levaram o Irã a essa ESPIRAL DE MORTE E DESTRUIÇÃO sem precedentes, algo que deveria ter sido resolvido anos atrás por presidentes anteriores", destacou.
O prefeito de Nova York estuda a possibilidade de tentar prender o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante a próxima Assembleia Geral da ONU, segundo afirmou em entrevista publicada neste sábado (18). "Acho que o primeiro-ministro Netanyahu pertence a Haia", declarou ao The New York Times. "É um criminoso de guerra que foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional."
Mamdani reconheceu que não sabe se tem autoridade para determinar que o Departamento de Polícia de Nova York prenda um chefe de governo estrangeiro, mas afirmou que a possibilidade está sendo analisada em conjunto com a equipe jurídica da cidade. Até a publicação deste texto, Netanyahu não havia se manifestado publicamente.
A Assembleia Geral da ONU, principal encontro anual de chefes de Estado e de governo de diversos países, será realizada em setembro, na sede da organização, em Nova York.
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Trump diz que Irã vai pagar por morte de militares dos EUA Presidente norte-americano promete retaliação após mortes de soldados dos EUA; confrontos se intensificam e ampliam tensão no Oriente MédioMundo2026-07-20T17:56:14.775ZO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (20) que o Irã vai pagar pelas mortes de militares norte-americanos durante o conflito no Oriente Médio. Nos últimos dias, "Cada vez que o Irã matar um soldado americano, pagará por essa morte muitas vezes", escreveu Trump em publicação nas redes sociais. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. após a quebra do memorando de entendimento firmado entre os dois países para cessar os confrontos na região. Os bombardeios norte-americanos ganharam força depois da confirmação da morte de três militares na base na Jordânia e no norte do Iraque. As Forças Armadas dos EUA assumiram a autoria de um bombardeio contra a usina nuclear de Darkhovin, em construção no sudoeste do Irã. Os ataques também atingiram diversos pontos da cidade portuária de Bushehr, no sul do país, onde está localizada a única usina nuclear civil iraniana, informou a agência estatal Irna. Em resposta, . No Bahrein, o governo acionou sirenes de ataque aéreo para alertar a população, enquanto, no Kuwait, as defesas aéreas foram mobilizadas para conter os drones iranianos. A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter realizado um "ataque surpresa" contra um "centro de comando inimigo" na região de Al-Tanf, na Síria, segundo comunicado divulgado pela agência estatal Irna. A corporação ainda reforçou a ameaça de fechamento do Estreito de Ormuz, afirmando que "nem uma gota" de petróleo ou gás transitará pela rota marítima caso a ofensiva norte-americana continue. "Essa passagem não será segura para o trânsito de produtos petroquímicos, nem mesmo para uma única gota de petróleo e gás", declarou a Guarda Revolucionária. Além do impacto militar na região, a escalada das tensões no Estreito de Ormuz já afeta diretamente o mercado global de energia, pressionando os preços do petróleo. Trump defende Netanyahu Também em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (20), Trump saiu em defesa de Benjamin Netanyahu e afirmou que o primeiro-ministro de Israel não será preso nos Estados Unidos, "Benjamin Netanyahu não será preso, de forma alguma, enquanto estiver nos Estados Unidos da América. Ele está lutando contra a República Islâmica do Irã, que recentemente matou 52.000 manifestantes inocentes e passou os últimos 47 anos matando soldados americanos e outras pessoas. Os únicos que deveriam ser presos são aqueles que levaram o Irã a essa ESPIRAL DE MORTE E DESTRUIÇÃO sem precedentes, algo que deveria ter sido resolvido anos atrás por presidentes anteriores", destacou. O prefeito de Nova York estuda a possibilidade de tentar prender o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante a próxima Assembleia Geral da ONU, segundo afirmou em entrevista publicada neste sábado (18). "Acho que o primeiro-ministro Netanyahu pertence a Haia", declarou ao The New York Times. "É um criminoso de guerra que foi acusado pelo Tribunal Penal Internacional." Mamdani reconheceu que não sabe se tem autoridade para determinar que o Departamento de Polícia de Nova York prenda um chefe de governo estrangeiro, mas afirmou que a possibilidade está sendo analisada em conjunto com a equipe jurídica da cidade. Até a publicação deste texto, Netanyahu não havia se manifestado publicamente. A Assembleia Geral da ONU, principal encontro anual de chefes de Estado e de governo de diversos países, será realizada em setembro, na sede da organização, em Nova York. Veja publicação São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/trump-diz-que-ira-vai-pagar-por-morte-de-militares-dos-eua