Missão da SpaceX levou 20 satélites Starlink V3 e testará melhorias em motores, separação de estágios e escudo térmico
Antonio Souza
Starship | Foto: SpaceX / Flickr
A SpaceX lançou, nesta sexta-feira (24), o 13º voo de teste da Starship, o maior foguete já desenvolvido pela empresa. A missão teve como objetivos avaliar as modificações feitas após os problemas registrados no voo anterior e ampliar os testes para tornar o sistema reutilizável.
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O lançamento ocorreu na base da empresa no Texas, nos Estados Unidos. A missão incluiu etapas como o lançamento, a ascensão, a separação dos estágios, a queima de retorno do propulsor e a reentrada controlada da nave.
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Foguete recebeu mudanças após falhas no voo anterior
Durante o 12º voo, a separação dos estágios provocou uma rotação de aproximadamente 90 graus no propulsor Super Heavy. Para o novo teste, a sequência de acionamento dos motores foi modificada com o objetivo de reduzir os efeitos de variações no tempo de ignição e tornar a manobra mais confiável.
O propulsor também recebeu alterações de hardware para aumentar a confiabilidade da reignição dos motores. No voo anterior, cinco dos 33 motores apresentaram problemas durante a tentativa de iniciar a queima de retorno.
Os sistemas de alarme e de interrupção automática dos motores também foram atualizados para lidar melhor com as condições específicas de um veículo equipado com dezenas de propulsores.
A parte superior do foguete deverá transportar, pela primeira vez, 20 satélites Starlink V3. A nova geração foi projetada para ampliar a capacidade da rede de internet via satélite e aumentar a velocidade de conexão dos usuários.
Os satélites terão painéis solares e antenas adicionais. Durante o teste, a SpaceX pretende avaliar a conexão dos equipamentos com a constelação Starlink por meio de comunicação a laser.
A missão também prevê a reignição de um motor Raptor em órbita, seguida da reentrada controlada, da descida e da amerissagem da nave no Oceano Índico. Os satélites deverão seguir uma trajetória suborbital e se desintegrar durante a reentrada, cerca de 20 minutos após o lançamento.
Câmeras vão monitorar o escudo térmico
Seis satélites transportarão câmeras para registrar o escudo térmico da Starship durante o voo.
As imagens serão usadas para analisar o comportamento das placas e avaliar a preparação da nave para futuras missões de retorno ao local de lançamento.
A SpaceX também instalou placas de diferentes modelos em áreas do veículo para comparar os sistemas de fixação. Parte das placas foi pintada de branco para simular regiões sem revestimento e criar alvos específicos para as câmeras.
O escudo térmico ainda terá sensores destinados a medir a carga sobre as placas durante a ascensão. O objetivo é coletar dados sobre o desempenho do revestimento sob maior pressão e avançar no desenvolvimento de uma Starship totalmente reutilizável, capaz de voltar a voar em um intervalo menor.
SpaceX lança 13º voo de teste da nave StarshipMissão da SpaceX levou 20 satélites Starlink V3 e testará melhorias em motores, separação de estágios e escudo térmicoMundo2026-07-24T23:36:36.542ZA SpaceX lançou, nesta sexta-feira (24), o 13º voo de teste da Starship, o maior foguete já desenvolvido pela empresa. A missão teve como objetivos avaliar as modificações feitas após os problemas registrados no voo anterior e ampliar os testes para tornar o sistema reutilizável. O lançamento ocorreu na base da empresa no Texas, nos Estados Unidos. A missão incluiu etapas como o lançamento, a ascensão, a separação dos estágios, a queima de retorno do propulsor e a reentrada controlada da nave. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Foguete recebeu mudanças após falhas no voo anterior Durante o 12º voo, a separação dos estágios provocou uma rotação de aproximadamente 90 graus no propulsor Super Heavy. Para o novo teste, a sequência de acionamento dos motores foi modificada com o objetivo de reduzir os efeitos de variações no tempo de ignição e tornar a manobra mais confiável. O propulsor também recebeu alterações de hardware para aumentar a confiabilidade da reignição dos motores. No voo anterior, cinco dos 33 motores apresentaram problemas durante a tentativa de iniciar a queima de retorno. + Os sistemas de alarme e de interrupção automática dos motores também foram atualizados para lidar melhor com as condições específicas de um veículo equipado com dezenas de propulsores. A parte superior do foguete deverá transportar, pela primeira vez, 20 satélites Starlink V3. A nova geração foi projetada para ampliar a capacidade da rede de internet via satélite e aumentar a velocidade de conexão dos usuários. Os satélites terão painéis solares e antenas adicionais. Durante o teste, a SpaceX pretende avaliar a conexão dos equipamentos com a constelação Starlink por meio de comunicação a laser. A missão também prevê a reignição de um motor Raptor em órbita, seguida da reentrada controlada, da descida e da amerissagem da nave no Oceano Índico. Os satélites deverão seguir uma trajetória suborbital e se desintegrar durante a reentrada, cerca de 20 minutos após o lançamento. Câmeras vão monitorar o escudo térmico Seis satélites transportarão câmeras para registrar o escudo térmico da Starship durante o voo. As imagens serão usadas para analisar o comportamento das placas e avaliar a preparação da nave para futuras missões de retorno ao local de lançamento. A SpaceX também instalou placas de diferentes modelos em áreas do veículo para comparar os sistemas de fixação. Parte das placas foi pintada de branco para simular regiões sem revestimento e criar alvos específicos para as câmeras. O escudo térmico ainda terá sensores destinados a medir a carga sobre as placas durante a ascensão. O objetivo é coletar dados sobre o desempenho do revestimento sob maior pressão e avançar no desenvolvimento de uma Starship totalmente reutilizável, capaz de voltar a voar em um intervalo menor. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/space-x-realiza-13-voo-de-teste-da-nave-starship