Mundo

Rodrigo Duterte é transferido para Haia após ser preso por crimes contra a humanidade

Ex-presidente filipino enfrentará julgamento no Tribunal Penal Internacional

C
Camila Stucaluc
12/03/2025, 05:45 • Atualizado em 12/03/2025, 05:45
compartilhar
Ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte | Reprodução

Ex-presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte | Reprodução

O ex-presidente filipino Rodrigo Duterte foi transferido para Haia, na Holanda, após ter sido preso no aeroporto de Manila, na terça-feira (11). O político, de 79 anos, é acusado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) de crimes contra a humanidade, praticados durante a chamada “guerra contra as drogas”, que matou milhares de filipinos.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Segundo o porta-voz do TPI, Fadi Abudallah, Duterte foi levado à Haia para responder às acusações, uma vez que a cidade é a sede da Corte. “Uma vez que o suspeito está sob custódia do TPI, se programa uma audiência de comparecimento inicial”, disse.

A transferência de Duterte foi condenada pela vice-presidente filipina, Sara Duterte, que é filha do ex-presidente. Ela teceu críticas contra o presidente Ferdinand Marcos Jr, dizendo que o fato de o governo entregar um cidadão filipino a potências estrangeiras era uma “afronta flagrante à soberania do Estado e um insulto à independência da nação”.

“Isto não é justiça — isto é opressão e perseguição. Este ato mostra ao mundo que este governo está disposto a abandonar seu próprio cidadão e trair a própria essência de nossa soberania e dignidade nacional”, frisou a vice-presidente.

Marcos Jr, por sua vez, rejeitou as alegações, afirmando que a prisão ocorreu a pedido do TPI e não do governo filipino. “A prisão [de Duterte] foi adequada, correta e seguiu todos os procedimentos legais necessários. Não ajudamos o Tribunal Penal Internacional de forma alguma. A prisão foi feita em conformidade com a Interpol”, disse ele.

Guerra contra as drogas

Duterte foi eleito presidente das Filipinas em 2016, após prometer uma forte repressão ao tráfico de drogas no país – mesmo tom usado durante sua gestão na cidade de Davao. Na campanha, o político chegou a afirmar que “haveria tantos corpos despejados na baía de Manila que os peixes engordariam ao se alimentarem deles”.

Segundo dados citados pelo TPI, estima-se que 12 mil a 30 mil civis foram mortos na operação, a maioria por policiais ou agressores não identificados que atuavam em comunidades. A polícia nega o envolvimento nos assassinatos e rejeita as alegações de grupos de direitos humanos de execuções sistemáticas e encobrimentos.

Os crimes investigados datam de novembro de 2011 até março de 2019, quando Duterte retirou as Filipinas do Estatuto de Roma – tratado que estabeleceu o TPI. Ao ser questionada pelo governo, a Corte afirmou que pode julgar supostos crimes ocorridos antes de o país sair do acordo, uma vez que tinha jurisdição no território filipino.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Cessar-fogo no Líbano aumenta esperanças em acordo com o Irã

Cessar-fogo no Líbano aumenta esperanças em acordo com o Irã

Imagem da notícia: "Mataram meu filho pela 3º vez", diz pai de Henry Borel

"Mataram meu filho pela 3º vez", diz pai de Henry Borel

Imagem da notícia: Pesquisa mostra Paes com 60% e Ruas com 24,5% no 2º turno

Pesquisa mostra Paes com 60% e Ruas com 24,5% no 2º turno

Imagem da notícia: PoderData: mais de 40% reprovam Câmara, Senado e STF

PoderData: mais de 40% reprovam Câmara, Senado e STF

Imagem da notícia: Cessar-fogo no Líbano aumenta esperanças em acordo com o Irã

Cessar-fogo no Líbano aumenta esperanças em acordo com o Irã

Imagem da notícia: "Mataram meu filho pela 3º vez", diz pai de Henry Borel

"Mataram meu filho pela 3º vez", diz pai de Henry Borel

Imagem da notícia: Pesquisa mostra Paes com 60% e Ruas com 24,5% no 2º turno

Pesquisa mostra Paes com 60% e Ruas com 24,5% no 2º turno

Imagem da notícia: PoderData: mais de 40% reprovam Câmara, Senado e STF

PoderData: mais de 40% reprovam Câmara, Senado e STF

Últimas notícias

Maratona transforma a cidade do Rio de Janeiro no feriado

Evento acontece até o próximo domingo (07) e deve movimentar mais de R$ 800 milhões com 70 mil inscritos, sendo 5 mil estrangeiros

Morre Marjane Satrapi, autora de "Persépolis", aos 56 anos

Artista franco-iraniana foi indicada ao Oscar de melhor animação pelo filme que adaptou a graphic novel

Corpus Christi: veja a previsão do tempo para o feriado

Climatempo prevê frio nas manhãs do centro-sul, calor no interior e risco de temporais em alguns estados

94% dos professores de matemática veem propósito no ofício

Pesquisa nacional aponta alta satisfação profissional, mas revela lacunas em equidade e inclusão

SBT e N Sports transmitem todos jogos do Brasil na Copa

Emissoras transmitirão 32 jogos durante toda a competição em parceria

Casos confirmados de ebola na RD do Congo sobem para 344

Falta de vacina e violência armada deixam o país mais vulnerável para doença