Mundo

Relatório da ONU aponta para expansão de golpes online aplicados por máfias asiáticas

Redes criminosas tecem império bilionário com fraudes, em um mercado virtual que desafia fronteiras

B
Beto Lima
Uma em cada seis crianças são vítimas de cyberbullying | Unsplash

Uma em cada seis crianças são vítimas de cyberbullying | Unsplash

Uma ameaça silenciosa e sofisticada emerge do Sudeste Asiático, expandindo suas garras pelo mundo digital: máfias especializadas em golpes online estão crescendo em escala industrial, alertam as Nações Unidas.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Um relatório do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (Unodc) revela que essas redes criminosas transnacionais se tornaram líderes em fraudes cibernéticas, lavagem de dinheiro e serviços bancários clandestinos, construindo um ecossistema digital ilícito que movimenta bilhões de dólares e coloca em risco a segurança global.

Segundo Benedikt Hofmann, representante regional interino do Unodc, esse tipo de crime se alastra rapidamente, buscando novas áreas à medida que a repressão aumenta.

A região se transformou em um "ecossistema interconectado" de sindicatos criminosos sofisticados, que desafiam a soberania dos Estados ao reinvestir seus lucros e explorar vastas forças de trabalho multilíngues, muitas vezes compostas por milhares de vítimas de tráfico humano. Dados do Unodc estimam que esses centros de golpes em escala industrial geram cerca de US$ 40 bilhões em lucros anuais.

O crescimento dessas máfias está intrinsecamente ligado à sua habilidade de lavar dinheiro com criptomoedas e bancos clandestinos, infiltrando grandes somas de recursos ilícitos nos sistemas financeiros de todo o mundo.

Essas organizações criminosas estabeleceram forte presença em zonas econômicas especiais e áreas fronteiriças, principalmente no Camboja, Laos, Mianmar e Filipinas. Com o aumento da pressão policial, elas se deslocam para regiões mais remotas e inacessíveis, incluindo áreas controladas por grupos armados não estatais.

Um fator crucial para essa expansão é o surgimento de novos mercados online ilícitos, originários do Sudeste Asiático, que ampliaram drasticamente o fluxo de receita do crime. Esses mercados virtuais abrigam uma vasta gama de "comerciantes" especializados na venda de dados roubados, ferramentas de hackear, softwares maliciosos (malware) e diversos serviços bancários clandestinos, lavagem de dinheiro e crimes cibernéticos.

Muitos desses mercados operam na plataforma Telegram, que oferece acesso facilitado, design otimizado para dispositivos móveis, criptografia robusta, mensagens em tempo real e automação por meio de "bots", tornando-se uma ferramenta mais conveniente para os criminosos do que a Dark Web.

O Unodc adverte que esses grupos criminosos estão constantemente integrando novas tecnologias e modelos de negócios, incluindo malware avançado, inteligência artificial e deepfakes em suas operações.

A agência da ONU enfatiza que a falha em desmantelar esse "ecossistema autossustentável" terá consequências sem precedentes para o Sudeste Asiático e com graves repercussões globais. À medida que esses sindicatos do crime evoluem, eles se tornam capazes de orquestrar "ameaças cibernéticas mais sofisticadas".

Somente nos Estados Unidos, as autoridades reportaram perdas financeiras superiores a US$ 5,6 bilhões com golpes envolvendo criptomoedas em 2023. No mesmo ano, países do Leste e Sudeste Asiático registraram perdas de aproximadamente US$ 37 bilhões devido a fraudes cibernéticas, evidenciando a escala global dessa crescente ameaça digital.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Terremoto no Peru afetou 122 moradias e deixou 3 feridos

Terremoto no Peru afetou 122 moradias e deixou 3 feridos

Imagem da notícia: Turquia pede prisão de Netanyahu por flotilha para Gaza

Turquia pede prisão de Netanyahu por flotilha para Gaza

Imagem da notícia: Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Imagem da notícia: Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Imagem da notícia: Terremoto no Peru afetou 122 moradias e deixou 3 feridos

Terremoto no Peru afetou 122 moradias e deixou 3 feridos

Imagem da notícia: Turquia pede prisão de Netanyahu por flotilha para Gaza

Turquia pede prisão de Netanyahu por flotilha para Gaza

Imagem da notícia: Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Imagem da notícia: Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Últimas notícias

Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Memorando estabelece como meta que, até 2030, a infraestrutura dos EUA seja capaz de suportar mais de mil lançamentos e reentradas por ano

Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Os três candidatos estão em empate técnico, enquanto Guilherme Derrite (PP) aparece com 7%, seguido por Ricardo Salles (Novo), com 6%

Datafolha Senado DF: Michelle marca 19%, e Leila tem 16%

Ex-primeira-dama aparece à frente na corrida pelo Senado no DF, seguida por Leila Barros, Erika Kokay e Bia Kicis

Datafolha MG: Cleitinho tem 32%; Patrus e Kalil, 12%

O senador do Republicanos aparece com 20 pontos de vantagem em relação aos segundos colocados, que têm 12% das intenções de votos no primeiro turno

Ariana Grande se irrita após Trump usar uma de suas músicas

Equipe do presidente dos EUA usou o hit 'We can't be friends' como pano de fundo em um vídeo publicado no TikTok para atacar mulheres trans

Datafolha DF: Celina tem 30%, Arruda 28% e Grass 11%

Governadora aparece com 30% das intenções de voto, contra 28% do ex-governador; margem de erro é de três pontos percentuais