Prefeito de NY é presenteado com camisas do Corinthians
Zohran Mamdani recebeu homenagem após publicar nas redes sociais um vídeo em que comentava a trajetória de Sócrates e da Democracia Corinthiana

Prefeito de NY, Zohran Mamdani, posa ao lado de dirigentes do clube e do ex-jogador Walter Casagrande após ser presenteado com camisas do Corinthians | Foto: Reprodução/Instagram/@corinthians - 20.06.2026
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, recebeu camisas do Corinthians como presente após publicar um vídeo nas redes sociais em que comenta a trajetória do ex-jogador Sócrates, meio-campista do Corinthians e da Seleção Brasileira nos anos 1980, e da Democracia Corinthiana. Os presentes foram entregues por dirigentes do clube e pelo ex-jogador Walter Casagrande.
Surgida no início dos anos 1980, a Democracia Corinthiana defendia a participação dos jogadores nas decisões do clube, como regras internas e rotina do time. Liderado por Sócrates, Casagrande e Wladimir Rodrigues, entre outros atletas, tornou-se também um símbolo de resistência e defesa da democracia durante a ditadura militar no Brasil.
O encontro, realizado no sábado (20), nos Estados Unidos, foi registrado e divulgado nas redes sociais do Corinthians. Na publicação, o clube afirmou que a conversa reforçou a importância do legado da Democracia Corinthiana, "que ultrapassa o esporte e segue como referência cultural e política até os dias de hoje".
O Corinthians informou ainda que as camisas entregues a Mamdani são personalizadas e ligadas aos três ex-jogadores que lideraram a Democracia Corinthiana. O prefeito também recebeu uma "placa de honra" assinada pelo presidente Osmar Stábile, que faz parte da política do clube desde o início do século.
'Marcou uma geração'
No vídeo em questão, publicado por Mamdani pouco antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo contra o Marrocos, o prefeito exaltou a trajetória de Sócrates. Ele aproveitou o vídeo para destacar o potencial do futebol como ferramenta de impacto social, ressaltando como o esporte pode estimular mobilização política e fortalecer vínculos comunitários.
"Tenho pensado muito em Sócrates — não no filósofo grego da Antiguidade, mas no maestro do meio-campo brasileiro. Ele jogou no Brasil nas décadas de 1970 e 1980, incluindo a Copa do Mundo de 1982, e marcou uma geração. Eram tempos difíceis: o país vivia sob uma ditadura militar repressiva, que governava pela força. No Corinthians, clube que liderava, Sócrates e seus companheiros colocaram em prática aquilo com que muitos brasileiros sonhavam: a democracia", afirmou.
"Eles criaram um experimento de autogestão chamado Democracia Corinthiana. Não importava se você era o principal atacante ou trabalhava nos bastidores do clube: cada pessoa tinha direito a um voto. E, enquanto a ditadura torturava e matava cidadãos, Sócrates levava os jogadores a campo usando jaquetas com a frase: 'Eu quero votar para presidente'", acrescentou.
A Democracia Corinthiana se destacou por romper com a hierarquia tradicional do futebol profissional e por incorporar debates sobre liberdade, cidadania e participação política em plena ditadura militar. Entre as práticas simbólicas mais conhecidas estavam as mensagens estampadas nas camisas e o incentivo ao posicionamento público dos jogadores em temas sociais.














