Países decidem retomar repasses a agência da ONU para a Palestina e Israel chama de "erro grave"
Israel acusa funcionários da agência de terem participado dos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023
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Guilherme Resck
10/03/2024, 00:23 • Atualizado em 10/03/2024, 13:58
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Financiamento agência refugiados
O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou de "erro grave", neste sábado (9), a decisão do Canadá e da Suécia de retomarem o financiamento à Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA).
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Canadá e Suécia foram dois dos países que suspenderam temporariamente repasses futuros à UNRWA depois que Israel acusou 12 dos funcionários da agência de terem participado dos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Na sexta-feira (8), o ministro do Desenvolvimento Internacional do Canadá, Ahmed Hussen, disse que o país ficou tranquilo após receber um relatório provisório da investigação das Nações Unidas sobre as alegações de Israel e que retomaria o financiamento.
"O Canadá está retomando o seu financiamento à UNRWA para que mais possa ser feito para responder às necessidades urgentes dos civis palestinos", pontuou.
"O Canadá continuará a levar extremamente a sério as acusações contra alguns funcionários da UNRWA e continuaremos estreitamente envolvidos com a UNRWA e a ONU para buscar a responsabilização e as reformas".
Já a Suécia anunciou a retomada neste sábado (9). "A UNRWA concordou em permitir auditorias independentes, reforçar a supervisão interna e permitir controles adicionais do pessoal. A Suécia recebeu agora a confirmação bilateral destes compromissos por parte da UNRWA, semelhante ao acordo celebrado com a Comissão Europeia", argumenta o governo sueco.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel se posicionou sobre as decisões em nota publicada por seu porta-voz, Lior Haiat, no X (antigo Twitter).
"As decisões do Canadá e da Suécia de restaurar o financiamento à UNRWA - depois de terem recebido informações baseadas em inteligência sobre os funcionários da organização que participaram no massacre de 7 de Outubro e antes da conclusão do trabalho dos órgãos de investigação e da publicação das suas conclusões - são um erro grave", inicia a nota.
De acordo com o ministério, o erro "constitui um acordo tácito e apoio por parte dos governos do Canadá e da Suécia para continuarem a ignorar o envolvimento de funcionários da UNRWA em atividades terroristas".
A nota encerra com um apelo de Israel aos governos canadense e sueco "para que parem com o financiamento e não apoiem uma organização cujas fileiras incluem centenas de membros da organização terrorista Hamas".
The decisions by Canada and Sweden to restore funding to UNRWA - after having received the intelligence-based information about the organization's employees who participated in the 7 October massacre and prior to the completion of the work of the investigative bodies and the… pic.twitter.com/zo8JWY0iH8
A agência foi criada em 1959 e oferece assistência e proteção a refugiados palestinos registrados. De acordo com as Nações Unidas, os serviços dela abrangem "educação, assistência médica, serviços sociais e de assistência, infraestrutura e melhoria dos campos de refugiados, microfinanciamento e assistência emergencial, inclusive em tempos de conflito armado".
Países decidem retomar repasses a agência da ONU para a Palestina e Israel chama de "erro grave"Israel acusa funcionários da agência de terem participado dos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023Mundo2024-03-10T00:23:00.711ZO Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou de "erro grave", neste sábado (9), a decisão do Canadá e da Suécia de retomarem o financiamento à Agência da ONU para os Refugiados Palestinos (UNRWA). Canadá e Suécia foram dois dos países que suspenderam temporariamente repasses futuros à UNRWA depois que Israel acusou 12 dos funcionários da agência de terem participado dos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023. Na sexta-feira (8), o ministro do Desenvolvimento Internacional do Canadá, Ahmed Hussen, disse que o país ficou tranquilo após receber um relatório provisório da investigação das Nações Unidas sobre as alegações de Israel e que retomaria o financiamento. "O Canadá está retomando o seu financiamento à UNRWA para que mais possa ser feito para responder às necessidades urgentes dos civis palestinos", pontuou. "O Canadá continuará a levar extremamente a sério as acusações contra alguns funcionários da UNRWA e continuaremos estreitamente envolvidos com a UNRWA e a ONU para buscar a responsabilização e as reformas". Já a Suécia anunciou a retomada neste sábado (9). "A UNRWA concordou em permitir auditorias independentes, reforçar a supervisão interna e permitir controles adicionais do pessoal. A Suécia recebeu agora a confirmação bilateral destes compromissos por parte da UNRWA, semelhante ao acordo celebrado com a Comissão Europeia", argumenta o governo sueco. O Ministério das Relações Exteriores de Israel se posicionou sobre as decisões em nota publicada por seu porta-voz, Lior Haiat, no X (antigo Twitter). "As decisões do Canadá e da Suécia de restaurar o financiamento à UNRWA - depois de terem recebido informações baseadas em inteligência sobre os funcionários da organização que participaram no massacre de 7 de Outubro e antes da conclusão do trabalho dos órgãos de investigação e da publicação das suas conclusões - são um erro grave", inicia a nota. De acordo com o ministério, o erro "constitui um acordo tácito e apoio por parte dos governos do Canadá e da Suécia para continuarem a ignorar o envolvimento de funcionários da UNRWA em atividades terroristas". A nota encerra com um apelo de Israel aos governos canadense e sueco "para que parem com o financiamento e não apoiem uma organização cujas fileiras incluem centenas de membros da organização terrorista Hamas". UNRWA A agência foi criada em 1959 e oferece assistência e proteção a refugiados palestinos registrados. De acordo com as Nações Unidas, os serviços dela abrangem "educação, assistência médica, serviços sociais e de assistência, infraestrutura e melhoria dos campos de refugiados, microfinanciamento e assistência emergencial, inclusive em tempos de conflito armado". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/paises-decidem-retomar-repasses-a-agencia-da-onu-para-a-palestina-e-israel-chama-de-erro-grave-1
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