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Otan e Dinamarca negam acordo com EUA sobre soberania da Groenlândia

Após conversa, Mark Rutte e primeira-ministra dinamarquesa afirmam que cessão territorial não foi discutida

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Pequeno vilarejo na Groenlândia | Shutterstock
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A Otan e a Dinamarca negaram publicamente nesta quarta-feira (22) que tenham negociado a concessão de soberania da Groenlândia aos Estados Unidos. As declarações acontecem após reportagem do jornal The New York Times indicar que um acordo para conceder aos americanos o controle sobre pequenas porções de terra da Groenlândia estava em discussão.

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O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que o tema não foi tratado: "Essa questão não voltou a ser abordada nas minhas conversas de hoje à noite com o presidente Donald Trump".

Segundo ele, o objetivo do encontro foi a segurança no Ártico: "Ele está muito focado no que precisamos fazer para garantir a proteção de uma vasta região do Ártico, onde mudanças estão ocorrendo e onde chineses e russos estão cada vez mais ativos. Esse foi realmente o foco das nossas discussões". Rutte também afirmou que a exploração mineral da região não foi discutida.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, também afirmou que não houve negociações sobre a soberania da área.

Após o encontro, Donald Trump afirmou que as conversas com Rutte produziram "a estrutura de um futuro acordo" sobre a Groenlândia e a região ártica. Em seguida, declarou que não prosseguiria com a ameaça de impor tarifas a oito países europeus e descartou o uso da força para adquirir o território dinamarquês.

Antes de viajar para o Fórum Econômico Mundial em Davos, Trump havia ameaçado impor novas tarifas a França, Alemanha, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia, Países Baixos e Dinamarca. Segundo ele, as medidas permaneceriam até que um acordo para a "compra completa e total" da Groenlândia fosse alcançado.

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