Novos ataques israelenses deixam ao menos 50 mortos na Faixa de Gaza
Bombardeios atingiram casas, prédios e um campo de palestinos deslocados
C
Camila Stucaluc
Tanque de guerra israelense em operação na Faixa de Gaza | Divulgação/IDF
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) lançaram, na quinta-feira (24), uma nova onda de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde local, os bombardeios mataram ao menos 50 pessoas, muitas delas mulheres e crianças.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O norte de Gaza foi a região mais atingida, registrando 18 óbitos em um ataque e outros 11 em um segundo bombardeio. Uma delegacia de polícia esteve entre os alvos do exército israelense, assim como casas, prédios e um campo de palestinos deslocados.
Em comunicado, a IDF afirmou que todos os ataques visavam destruir locais administrados pelo Hamas, como centros de operação e armazéns de armas. “As organizações terroristas exploram cruelmente as instituições civis e a população como escudos humanos para atos terroristas. As Forças de Defesa de Israel continuarão agindo contra organizações terroristas”, disse.
Além do aumento das hostilidades, Israel continua proibindo a entrada de ajuda humanitária em Gaza. O objetivo é pressionar ainda mais o Hamas a libertar os 59 reféns restantes – capturados no ataque de 7 de outubro de 2023. A ação, contudo, é duramente criticada por governos e organizações internacionais, que acusam Israel de violar o direito internacional.
“Mais de 2,1 milhões de pessoas estão presas, bombardeadas e famintas novamente, enquanto, nos pontos de passagem, alimentos, remédios e combustível estão se acumulando. Estamos testemunhando atos de guerra em Gaza que mostram um total desrespeito pela vida humana”, disse o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha).
Negociações de cessar-fogo
Países mediadores, como Estados Unidos e Egito, seguem tentando acordar uma nova proposta de cessar-fogo em Gaza. Israel e Hamas chegaram a cumprir uma trégua no início do ano, que durou cerca de 60 dias, mas suspenderam o acordo após impasse no diálogo.
Isso porque o cessar-fogo era composto por três fases, sendo as duas primeiras compostas pela troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, e a terceira pela retirada total das tropas de Tel Aviv de Gaza. Israel, no entanto, sugeriu estender a primeira fase do acordo – visando a libertação de mais reféns –, o que foi rejeitado pelo Hamas, provocando a retomada das hostilidades.
Novos ataques israelenses deixam ao menos 50 mortos na Faixa de GazaBombardeios atingiram casas, prédios e um campo de palestinos deslocadosMundo2025-04-25T06:38:00.000ZAs Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) lançaram, na quinta-feira (24), uma nova onda de ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde local, os bombardeios mataram ao menos 50 pessoas, muitas delas mulheres e crianças. O norte de Gaza foi a região mais atingida, registrando 18 óbitos em um ataque e outros 11 em um segundo bombardeio. Uma delegacia de polícia esteve entre os alvos do exército israelense, assim como casas, prédios e um campo de palestinos deslocados. Em comunicado, a IDF afirmou que todos os ataques visavam destruir locais administrados pelo Hamas, como centros de operação e armazéns de armas. “As organizações terroristas exploram cruelmente as instituições civis e a população como escudos humanos para atos terroristas. As Forças de Defesa de Israel continuarão agindo contra organizações terroristas”, disse. Além do aumento das hostilidades, Israel continua proibindo a entrada de ajuda humanitária em Gaza. O objetivo é pressionar ainda mais o Hamas a libertar os 59 reféns restantes – capturados no ataque de 7 de outubro de 2023. A ação, contudo, é duramente criticada por governos e organizações internacionais, que acusam Israel de violar o direito internacional. “Mais de 2,1 milhões de pessoas estão presas, bombardeadas e famintas novamente, enquanto, nos pontos de passagem, alimentos, remédios e combustível estão se acumulando. Estamos testemunhando atos de guerra em Gaza que mostram um total desrespeito pela vida humana”, disse o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha). Negociações de cessar-fogo Países mediadores, como Estados Unidos e Egito, seguem tentando em Gaza. Israel e Hamas chegaram a cumprir uma trégua no início do ano, que durou cerca de 60 dias, mas suspenderam o acordo após impasse no diálogo. Isso porque o cessar-fogo era composto por três fases, sendo as duas primeiras compostas pela troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos, e a terceira pela retirada total das tropas de Tel Aviv de Gaza. Israel, no entanto, sugeriu estender a primeira fase do acordo – visando a libertação de mais reféns –, o que foi rejeitado pelo Hamas, provocando a retomada das hostilidades. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/novo-ataque-israelense-deixa-ao-menos-50-mortos-na-faixa-de-gaza
Caso Lulinha: “fazer justiça, doa quem doer”, diz Haddad
Candidato do PT ao governo de São Paulo aprova investigação relacionada ao suposto vazamento de informações sigilosas sobre processo que apura fraudes no INSS
Ações da Oncoclínicas disparam antes de julgamento da CVM
Papeis da empresa, que está em recuperação judicial, subiram 34% na véspera da decisão sobre Oferta Pública de Ações (OPA), que deve movimentar R$ 6 bilhoes