Visita do primeiro-ministro da Israel ocorre em meio a tensões diplomáticas e no Oriente Médio
Camila Stucaluc
Primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu | Flickr
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, embarca nesta segunda-feira (27) para os Estados Unidos, onde se encontrará com o presidente Donald Trump. O israelense também participará do funeral do senador republicano Lindsey Graham, descrito como um “amigo de Tel Aviv”.
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A visita de Netanyahu ocorre em meio a tensões diplomáticas. Na última semana, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, ameaçou cumprir o mandado de prisão contra o premiê israelense, expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por crimes de guerra na Faixa de Gaza.
Netanyahu, um forte aliado de Trump, criticou as declarações, acusando Mamdani de “fomentar o ódio”. Em entrevista à Fox News, o premiê israelense afirmou que não está preocupado com a promessa anterior do prefeito, dizendo, inclusive, que pretende comparecer à Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, em setembro.
"Não estou preocupado [com Mamdani]. Acho isso vergonhoso. Isso é muito ruim para Nova York. Acho que isso é muito ruim para a paz”, disse Netanyahu. “Ele [Mamdani] está fomentando o ódio. Ele deveria ser o prefeito de todos os nova-iorquinos, judeus, cristãos, muçulmanos, de todos, mas está tentando virar um grupo contra o outro", acrescentou.
Em meio ao cenário, Trump garantiu que Netanyahu não será preso ao visitar o território norte-americano. “Benjamin Netanyahu não será preso, de nenhuma forma, enquanto estiver nos Estados Unidos da América", escreveu o republicano, nas redes sociais.
A visita de Netanyahu também ocorre em meio às tensões no Oriente Médio. Embora os israelenses tenham iniciado a ofensiva militar contra o Irã ao lado dos Estados Unidos, em 28 de fevereiro, os países discordam em algumas questões de segurança regional.
Um dos principais pontos é o Líbano, onde Israel iniciou uma ofensiva contra o grupo Hezbollah, aliado de Teerã. Na última semana, os militares israelenses iniciaram a retirada parcial do sul do país, como parte do acordo firmado com Beirute. As tropas, no entanto, permanecerão em uma “zona de segurança” a 10 km ao longo da fronteira enquanto o Hezbollah permanecer armado.
"A República Islâmica do Irã estabeleceu a preservação da integridade territorial do Líbano e a completa e incondicional eliminação da agressão do regime sionista como condição primordial para qualquer memorando de entendimento que vise o fim da guerra imposta com o agressor, os Estados Unidos", disse Khamenei, em comunicado lido pela estatal IRIB.
Netanyahu vai aos EUA para encontro com TrumpVisita do primeiro-ministro da Israel ocorre em meio a tensões diplomáticas e no Oriente MédioMundo2026-07-27T08:17:13.794ZO primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, embarca nesta segunda-feira (27) para os Estados Unidos, onde se encontrará com o presidente Donald Trump. O israelense também participará do funeral do senador republicano Lindsey Graham, descrito como um “amigo de Tel Aviv”. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A visita de Netanyahu ocorre em meio a tensões diplomáticas. Na última semana, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, ameaçou cumprir o mandado de prisão contra o premiê israelense, expedido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), por crimes de guerra na Faixa de Gaza. Mamdani depois recuou da afirmação e , mas instou o governo federal a executar a medida. Em vídeo, o prefeito disse ainda que o premiê israelense não é bem-vindo em Nova York. Netanyahu, um forte aliado de Trump, criticou as declarações, acusando Mamdani de “fomentar o ódio”. Em entrevista à Fox News, o premiê israelense afirmou que não está preocupado com a promessa anterior do prefeito, dizendo, inclusive, que pretende comparecer à Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova York, em setembro. "Não estou preocupado [com Mamdani]. Acho isso vergonhoso. Isso é muito ruim para Nova York. Acho que isso é muito ruim para a paz”, disse Netanyahu. “Ele [Mamdani] está fomentando o ódio. Ele deveria ser o prefeito de todos os nova-iorquinos, judeus, cristãos, muçulmanos, de todos, mas está tentando virar um grupo contra o outro", acrescentou. Em meio ao cenário, Trump garantiu que Netanyahu não será preso ao visitar o território norte-americano. “Benjamin Netanyahu não será preso, de nenhuma forma, enquanto estiver nos Estados Unidos da América", escreveu o republicano, nas redes sociais. A visita de Netanyahu também ocorre em meio às tensões no Oriente Médio. Embora os israelenses tenham iniciado a ofensiva militar contra o Irã ao lado dos Estados Unidos, em 28 de fevereiro, os países discordam em algumas questões de segurança regional. Um dos principais pontos é o Líbano, onde Israel iniciou uma ofensiva contra o grupo Hezbollah, aliado de Teerã. Na última semana, os, como parte do acordo firmado com Beirute. As tropas, no entanto, permanecerão em uma “zona de segurança” a 10 km ao longo da fronteira enquanto o Hezbollah permanecer armado. No domingo (26), o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e à preservação da integridade territorial do Líbano. "A República Islâmica do Irã estabeleceu a preservação da integridade territorial do Líbano e a completa e incondicional eliminação da agressão do regime sionista como condição primordial para qualquer memorando de entendimento que vise o fim da guerra imposta com o agressor, os Estados Unidos", disse Khamenei, em comunicado lido pela estatal IRIB.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/netanyahu-vai-aos-eua-para-encontro-com-trump
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