Mundo

Navios de guerra e submarino nuclear da Rússia chegam a Cuba para exercícios navais

Incursão militar acontece pouco depois de os EUA autorizarem a Ucrânia a usar armas americanas para atacar territórios russos

S
SBT News
Navios de guerra da Rússia chegam a Cuba para série de exercícios militares | Reprodução/Telegram Ministério da Defesa da Rússia

Navios de guerra da Rússia chegam a Cuba para série de exercícios militares | Reprodução/Telegram Ministério da Defesa da Rússia

Uma frota naval russa, que inclui o submarino nuclear Kazan, chegou a Cuba nesta quarta-feira (12) para uma série de exercícios militares que devem durar até a próxima segunda-feira (17). Esse é a primeira incursão militar da Rússia na região desde 2019 e acontece menos de duas semanas depois dos Estados Unidos autorizarem a Ucrânia a usar armas fornecidas pelo país para atacar territórios russos.

A flotilha, que também é composta pela fragata "Almirante Gorshkov", pelo petroleiro "Pashin" e pelo rebocador de resgate "Nikolai Chiker", atravessou a Baía de Havana no início desta manhã, acompanhada por dois navios de guerra Destróier da Marinha dos EUA. Espera-se que o destacamento naval realize uma visita oficial ao porto de Havana, com uma possível parada na Venezuela.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover

Vizinhos dos Estados Unidos, ambos os países enfrentam uma série de embargos comerciais de Washington e são aliados próximos de Moscou.

Em entrevista ao canal norte-americano CBS, o coordenador de Comunicações de Segurança Nacional da Casa Branca, John Kirby, afirmou que o país foi avisado sobre a incursão e irá monitorar a visita. Dois navios de guerra Destróier da Marinha dos EUA acompanharam a chegada da flotilha.

“Claramente, isso é um sinal de descontentamento deles em relação ao que estamos fazendo pela Ucrânia”, disse Kirby, acrescentando “vamos observar, vamos monitorar, isso não é inesperado.” Os EUA “não têm indicação nem expectativa de que armas nucleares serão utilizadas nesses exercícios ou embarcadas nessas embarcações”, ressaltou.

Crise dos Mísseis

Em 1962, durante a Guerra Fria, uma crise entre os Estados Unidos e a extinta União Soviética deixou o mundo à beira de uma guerra nuclear.

A descoberta de que mísseis nucleares soviéticos estavam sendo instalados em Cuba, a 144 km do território norte-americano, foi o estopim da crise, que durou 13 dias e só terminou quando o líder soviético Nikita Khrushchev concordou em retirar os mísseis em troca da promessa de que os EUA não invadiriam a região e removeriam seus mísseis nucleares da Turquia. O episódio marcou um ponto crítico da Guerra Fria e ficou conhecido como Crise dos Mísseis.

Últimas notícias