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"Não deixaremos nossa pátria", afirma presidente da Autoridade Palestina na ONU

Mahmoud Abbas precisou participar de forma online na Assembleia Geral depois de ter o visto negado pelos Estados Unidos, onde fica a sede das Nações Unidas

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Giovanna Colossi
25/09/2025, 15:31 • Atualizado em 26/09/2025, 01:48
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Impedido de viajar aos Estados Unidos para participar presencialmente da 80ª Assembleia Geral da ONU, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, discursou no evento nesta quinta-feira (25), por videochamada. O líder agradeceu as nações que reconheceram recentemente o Estado palestino e pediu o fim imediato da guerra na Faixa de Gaza.

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"O que Israel está realizando não é apenas uma agressão, é um crime de guerra e um crime contra a humanidade, documentado e monitorado, que ficará registrado nos livros de história e nas páginas da consciência internacional como um dos capítulos mais horríveis da tragédia humanitária do século 21", disse e reforçou:

"Afirmamos, e continuaremos a afirmar, que a Faixa de Gaza é parte integrante do Estado da Palestina e que estamos prontos para assumir total responsabilidade pelo governo e pela segurança. O Hamas não terá papel no governo. O Hamas e outras facções terão de entregar suas armas à Autoridade Nacional Palestina."

Abbas disse estar pronto para trabalhar com o presidente dos EUA, Donald Trump, Arábia Saudita, França e as Nações Unidas para implementar um plano de paz para Gaza apoiado de forma esmagadora pela organização mundial.

O presidente palestino também rejeitou os planos do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de construir uma 'Grande Israel', em território da Palestina, Líbano e Jordânia.

“Rejeitamos e lamentamos completamente”, afirmou Abbas. "Dizemos a nossos filhos e filhas em nossa pátria, no exílio e na diáspora: não importa quanto nossas feridas sangrem ou quanto tempo dure este sofrimento, isso não quebrará nossa vontade de viver e sobreviver. O amanhecer da liberdade surgirá e a bandeira da Palestina tremulará nos céus. A Palestina é nossa. Não deixaremos nossa pátria; nossa terra, nosso povo permanecerá enraizado como as oliveiras", completou.

Antissemitismo

No discurso, bastante aplaudido por representantes de outros países membros da ONU, Abbas também contestou que atos de solidade com a causa palestina sejam confundidos com antissemitismo e delineou uma série de pontos para acabar com a crise humanitária na Faixa de Gaza

"Reiteramos hoje: precisamos de um fim imediato e permanente para a guerra em Gaza; da entrada incondicional de ajuda humanitária por meio das Nações Unidas e do fim do uso da fome como arma; da libertação de todos os reféns e prisioneiros de ambos os lados; da retirada completa da ocupação da Faixa de Gaza e da rejeição total dos planos de deslocamento; de que o Estado da Palestina assuma a responsabilidade pelo controle da Faixa de Gaza; e da implementação da reconstrução"

Para isso, Abbas apelou à comunidade internacional. "Mais de mil resoluções foram aprovadas nas Nações Unidas, mas nenhuma foi implementada. Houve muitos esforços e diversas iniciativas internacionais, sem que se alcançasse um fim para a trágica situação que os palestinos vivem sob a ocupação", afirmou.

"Hoje dizemos com clareza: a paz não pode ser alcançada se a justiça não for alcançada, e não pode haver justiça se a Palestina não for libertada. Queremos viver em liberdade, segurança e paz, como todos os outros povos da Terra."

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