Governo argentino enviará militares para proteger a embaixada do país em Caracas
Seis venezuelanos, opositores de Nicolás Maduro, estão abrigados na residência oficial
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Nathalia Fruet
28/03/2024, 02:29 • Atualizado em 28/03/2024, 02:57
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O governo argentino anunciou que enviará militares para proteger a sua embaixada em Caracas, na Venezuela, onde seis opositores venezuelanos estão abrigados. A embaixada enfrenta cortes de água e energia, o que foi criticado por líderes políticos venezuelanos após o refúgio concedido aos opositores de Nicolás Maduro.
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Vários países, incluindo o Brasil, expressaram preocupações sobre as eleições na Venezuela e os problemas de registro de candidatura da oposição. O presidente Lula apoiou a postura crítica do Brasil de forma privada.
Essa movimentação diplomática reflete as tensões crescentes na região, com o Itamaraty emitindo notas de preocupação sobre a transparência das eleições venezuelanas. No entanto, o governo de Nicolás Maduro sugeriu que as críticas são influenciadas pelos Estados Unidos, classificando a postura brasileira como intervenção e cinzenta.
Especialistas em relações internacionais apontam que a mudança de tom diplomático ainda é tímida e pode ser uma estratégia para proteger o presidente Lula de ataques da oposição no Brasil.
"A gente vê ali um morde e assopra do governo em relação a essas críticas. Não são duras o suficiente para dissuadir o Nicolás Maduro a permitir que candidatos, com chances de vencer, disputem as eleições", analisou Uriã Fancelli - mestre em Relações Internacionais.
Governo argentino enviará militares para proteger a embaixada do país em CaracasSeis venezuelanos, opositores de Nicolás Maduro, estão abrigados na residência oficial
Mundo2024-03-28T02:29:34.589ZO governo argentino anunciou que enviará militares para proteger a sua embaixada em Caracas, na Venezuela, onde seis opositores venezuelanos estão abrigados. A embaixada enfrenta cortes de água e energia, o que foi criticado por líderes políticos venezuelanos após o refúgio concedido aos opositores de Nicolás Maduro. Vários países, incluindo o Brasil, expressaram preocupações sobre as eleições na Venezuela e os problemas de registro de candidatura da oposição. O presidente Lula apoiou a postura crítica do Brasil de forma privada. Essa movimentação diplomática reflete as tensões crescentes na região, com o Itamaraty emitindo notas de preocupação sobre a transparência das eleições venezuelanas. No entanto, o governo de Nicolás Maduro sugeriu que as críticas são influenciadas pelos Estados Unidos, classificando a postura brasileira como intervenção e cinzenta. Especialistas em relações internacionais apontam que a mudança de tom diplomático ainda é tímida e pode ser uma estratégia para proteger o presidente Lula de ataques da oposição no Brasil. "A gente vê ali um morde e assopra do governo em relação a essas críticas. Não são duras o suficiente para dissuadir o Nicolás Maduro a permitir que candidatos, com chances de vencer, disputem as eleições", analisou Uriã Fancelli - mestre em Relações Internacionais. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/governo-argentino-enviara-militares-para-proteger-a-embaixada-do-pais-em-caracas