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França testa míssil nuclear em meio a tensões com Rússia

Lançamento foi feito do submarino Le Vigilant e acompanhado pelo presidente Emmanuel Macron

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Camila Stucaluc
França testa míssil nuclear em meio a tensões com Rússia | Reprodução

França testa míssil nuclear em meio a tensões com Rússia | Reprodução

A França realizou, na terça-feira (6), o primeiro teste de lançamento do míssil balístico intercontinental M51.3. O disparo do projétil, feito do submarino de propulsão nuclear Le Vigilant, foi acompanhado por autoridades, inclusive pelo presidente Emmanuel Macron.

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O M51.3 é a versão atualizada do míssil que entrou em operação em outubro do ano passado. Segundo dados de apresentações do fabricante e da Marinha francesa, o míssil pode voar 10 mil quilômetros carregando até seis ogivas nucleares, possuindo uma capacidade de destruição em massa devastadora.

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Em comunicado, a ministra de Guerra da França, Catherine Vautrin, informou que o teste foi feito sem ogiva nuclear, conforme as obrigações internacionais. O intuito do lançamento era certificar a capacidade do submarino de operar o armamento.

“Esse disparo, realizado pela DGA e pela Marinha Francesa, demonstra a excelência de nossa ferramenta de defesa e as tecnologias implementadas por nossas indústrias a serviço da credibilidade de nossa dissuasão nuclear”, disse Catherine.

O lançamento ocorreu em meio às tensões entre França e Rússia. Nos últimos meses, países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) realizaram exercícios militares ao longo das fronteiras de Kaliningrado. A região russa, fortemente militarizada, fica situada entre a Polônia e a Lituânia.

A movimentação levou o Kremlin a emitir uma declaração condenando o que designou como “declarações e ações provocadoras da liderança da Otan". Depois, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que defenderia a área com armas nucleares, se necessário. “Não temos intenção de atacar ninguém. No entanto, se formos alvo de agressão, seremos obrigados a responder”, disse.

Embora não tenha mencionado Moscou, Macron afirmou que o sucesso do lançamento do míssil é uma nova demonstração de credibilidade da dissuasão nuclear da França. “Para ser livre, é preciso ser temido. E para ser temido, é preciso ser poderoso. Nossa dissuasão nuclear nos protege e continuará a nos proteger”, disse o presidente francês.

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