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A Rússia foi uma das nações mais enfáticas em condenar a ofensiva. O embaixador russo nas Nações Unidas, Vasily Nebenzya, classificou as ações dos EUA como “irresponsáveis, perigosas e provocativas”.
“[Washington, EUA] abriu uma caixa de Pandora, e ninguém sabe quais novas catástrofes e sofrimentos isso trará”, disse.
O diplomata russo acusou ainda os Estados Unidos de não demonstrarem interesse em uma solução diplomática e cobrou a suspensão imediata das ações militares conduzidas pelos EUA e por Israel.
A China também adotou um tom crítico ao ataque e pediu um cessar-fogo imediato. O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, defendeu a proteção dos civis e a retomada do diálogo como caminho para evitar uma escalada ainda maior da violência.
“Queremos que todos assumam suas responsabilidades e que o Conselho de Segurança cumpra seu papel de manter a paz internacional”, afirmou Fu
Na mesma linha, o Paquistão se somou aos apelos por um cessar-fogo e expressou preocupação com os impactos humanitários da ofensiva.
França e Reino Unido
Já o Reino Unido e França pediram o retorno à diplomacia, mas se posicionaram contrários ao fato de que o Irã tenha armas nucleares.
"Apelamos para que os iranianos optem pela diplomacia e evitem mais retaliações", disse Jérôme Bonnafont, embaixador da França na ONU.
Barbara Woodward, representante do Reino Unido no Conselho de Segurança da ONU ressaltou que o país é contra o desenvolvimento do programa nuclear no Irã.
“Nosso principal objetivo é o arrefecimento da violência, mas o Reino Unido sempre deixou claro que o Irã não deve, de forma alguma, possuir armas nucleares, pois trataria-se de uma grande ameaça à segurança internacional”, disse Woodward na sede da ONU, em Nova York.
Irã
O embaixador e representante permanente do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, usou palavras duras para condenar a intervenção dos Estados Unidos na guerra. Ele chamou de trabalho “sujo” e “sórdido” a postura dos EUA, que decidiu entrar no conflito entre Irã e Israel.
“Os Estados Unidos fizeram um trabalho sórdido em apoio a Israel. Netanyahu sequestrou a política e arrastou os EUA para outra guerra indefensável”, acusou o diplomata.
Iravani disse ainda que Israel "decidiu destruir a diplomacia” quando atacou o Irã há dois dias de uma rodada de negociações.
“Pela perspectiva dos países ocidentais, o Irã tem que voltar à mesa de negociações, mas como pode voltar a algo que nunca deixou?”, questionou o embaixador.
EUA e Israel
Dorothy Shea, embaixadora dos EUA na ONU, defendeu o ataque, além de acusar o Irã de atacar os EUA e Israel.
"Chegou o momento dos Estados Unidos, pela defesa dos nossos aliados, cidadãos e interesses, de agir de forma decisiva", pontuou.
Por sua vez, Danny Danon, embaixador de Israel, agradeceu ao apoio dos EUA após o bombardeio ordenado por Donald Trump contra o Irã.
"Os EUA mostraram coragem e agora o resto do mundo deve seguir o mesmo caminho. O mundo está mais seguro hoje", disse.
Antes da reunião do Conselho de Segurança da ONU começar, Danny já havia elogiado o apoio dos norte-americanos e criticado as demais ações sobre postura neutra diante d programa nuclear iraniano.
"Agora, o restante do mundo precisa mostrar sua gratidão. Alguns vão denunciar os EUA. Outros continuarão a condenar Israel. Mas onde estavam eles quanto o Irã estava caminhando para a bomba”, argumentou o diplomata.
Como se posicionaram países do Conselho de Segurança da ONU sobre ataques dos EUA contra o Irã?Em reunião de emergência neste domingo (22), Rússia e China condenaram o ataque norte-americano às instalações nucleares iranianasMundo2025-06-22T21:57:18.552ZA reunião de emergência realizada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), neste domingo (22), gerou duras reações de aliados históricos iranianos e de países que pedem moderação diante da escalada do Rússia A Rússia foi uma das nações mais enfáticas em condenar a ofensiva. O embaixador russo nas Nações Unidas, Vasily Nebenzya, classificou as ações dos EUA como “irresponsáveis, perigosas e provocativas”. “[Washington, EUA] abriu uma caixa de Pandora, e ninguém sabe quais novas catástrofes e sofrimentos isso trará”, disse. O diplomata russo acusou ainda os Estados Unidos de não demonstrarem interesse em uma solução diplomática e cobrou a suspensão imediata das ações militares conduzidas pelos EUA e por Israel. China e Paquistão A China também adotou um tom crítico ao ataque e pediu um cessar-fogo imediato. O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, defendeu a proteção dos civis e a retomada do diálogo como caminho para evitar uma escalada ainda maior da violência. “Queremos que todos assumam suas responsabilidades e que o Conselho de Segurança cumpra seu papel de manter a paz internacional”, afirmou Fu Na mesma linha, o Paquistão se somou aos apelos por um cessar-fogo e expressou preocupação com os impactos humanitários da ofensiva. França e Reino Unido Já o Reino Unido e França pediram o retorno à diplomacia, mas se posicionaram contrários ao fato de que o Irã tenha armas nucleares. "Apelamos para que os iranianos optem pela diplomacia e evitem mais retaliações", disse Jérôme Bonnafont, embaixador da França na ONU. Barbara Woodward, representante do Reino Unido no Conselho de Segurança da ONU ressaltou que o país é contra o desenvolvimento do programa nuclear no Irã. “Nosso principal objetivo é o arrefecimento da violência, mas o Reino Unido sempre deixou claro que o Irã não deve, de forma alguma, possuir armas nucleares, pois trataria-se de uma grande ameaça à segurança internacional”, disse Woodward na sede da ONU, em Nova York. Irã O embaixador e representante permanente do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, usou palavras duras para condenar a intervenção dos Estados Unidos na guerra. Ele chamou de trabalho “sujo” e “sórdido” a postura dos EUA, que decidiu entrar no conflito entre Irã e Israel. “Os Estados Unidos fizeram um trabalho sórdido em apoio a Israel. Netanyahu sequestrou a política e arrastou os EUA para outra guerra indefensável”, acusou o diplomata. Iravani disse ainda que Israel "decidiu destruir a diplomacia” quando atacou o Irã há dois dias de uma rodada de negociações. “Pela perspectiva dos países ocidentais, o Irã tem que voltar à mesa de negociações, mas como pode voltar a algo que nunca deixou?”, questionou o embaixador. EUA e Israel Dorothy Shea, embaixadora dos EUA na ONU, defendeu o ataque, além de acusar o Irã de atacar os EUA e Israel. "Chegou o momento dos Estados Unidos, pela defesa dos nossos aliados, cidadãos e interesses, de agir de forma decisiva", pontuou. Por sua vez, Danny Danon, embaixador de Israel, agradeceu ao apoio dos EUA após o bombardeio ordenado por Donald Trump contra o Irã. "Os EUA mostraram coragem e agora o resto do mundo deve seguir o mesmo caminho. O mundo está mais seguro hoje", disse. Antes da reunião do Conselho de Segurança da ONU começar, Danny já havia elogiado o apoio dos norte-americanos e criticado as demais ações sobre postura neutra diante d programa nuclear iraniano. "Agora, o restante do mundo precisa mostrar sua gratidão. Alguns vão denunciar os EUA. Outros continuarão a condenar Israel. Mas onde estavam eles quanto o Irã estava caminhando para a bomba”, argumentou o diplomata.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/como-se-posicionaram-paises-do-conselho-de-seguranca-da-onu-sobre-ataques-dos-eua-contra-o-ira