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Ataques israelenses matam três jornalistas palestinos em Gaza

Vítimas estavam em missão patrocinada para filmar acampamentos construídos pelo Egito para palestinos deslocados

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Disparos israelenses matam três jornalistas em Gaza nesta quarta (21) | Reprodução Reuters

Na mais recente onda de violência que interrompeu o frágil cessar-fogo de três meses, um ataque aéreo israelense matou três jornalistas palestinos que viajavam de carro na região central da Faixa de Gaza nesta quarta-feira (21), segundo autoridades de saúde locais.

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Os três estavam em uma missão patrocinada pelo Comitê Egípcio, que supervisiona o trabalho de assistência do Egito em Gaza, para filmar acampamentos de tendas construídos pelo Egito para palestinos deslocados, disseram outros jornalistas locais à Reuters.

Uma fonte de segurança egípcia confirmou que o veículo pertencia ao comitê, mas não forneceu mais detalhes. Os militares israelenses não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Israel e Hamas têm trocado acusações sobre as múltiplas violações do cessar-fogo de outubro, após dois anos de guerra que devastaram Gaza e causaram um desastre humanitário, e permanecem em desacordo sobre os próximos passos do plano de paz de 20 pontos do presidente dos EUA, Donald Trump.

Na quarta-feira, médicos palestinos informaram que três pessoas, incluindo um menino de 10 anos, foram mortas em decorrência de bombardeios de tanques israelenses a leste de Deir Al-Balah, no centro de Gaza. Outras duas pessoas, um menino de 13 anos e uma mulher, foram mortas em dois incidentes com disparos israelenses em Khan Younis, no sul de Gaza, disseram eles.

Outros três palestinos foram mortos em tiroteios em diferentes pontos do enclave costeiro, elevando o número de mortos na quarta-feira para pelo menos 11, informou o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas.

Moradores disseram que os dois incidentes ocorreram em áreas controladas pelos palestinos. O cessar-fogo resultou em uma retirada militar parcial de Israel, deixando as forças israelenses controlando cerca de 53% do enclave, mas elas vêm expandindo gradualmente sua presença nas últimas semanas, levando a um maior deslocamento de famílias palestinas, disseram moradores à Reuters.

Não houve também nenhum comentário imediato das forças armadas israelenses sobre os dois incidentes.

Na quarta-feira, o governo israelense afirmou em um comunicado que suas forças mataram um "terrorista" que havia entrado em uma área sob seu controle, representando uma ameaça iminente aos soldados que operavam no local.

(Produção: Dawoud Abu Elkas, Mahmoud Issa, Fadi Shana, Mai Shams El-Din)

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