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Ano-Novo ao redor do mundo: entenda por que nem todos brindam ao mesmo tempo

Celebração de Réveillon segue diferentes fusos, tradições e calendários em todo o globo

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Warley Júnior
31/12/2024, 10:14 • Atualizado em 31/12/2024, 10:27
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Celebração de Réveillon segue diferentes fusos, tradições e calendários em todo o globo | Reprodução

Celebração de Réveillon segue diferentes fusos, tradições e calendários em todo o globo | Reprodução

Milhões de pessoas ao redor do mundo darão adeus a 2024 à meia-noite de terça-feira (31) para quarta-feira (1º). Mas enquanto os fogos de artifício iluminam o céu e as taças se erguem em celebração, o Ano-Novo não chega para todos no mesmo instante, nem mesmo com o mesmo significado.

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O mundo, com sua diversidade cultural e geográfica, celebra essa virada de diferentes formas, que vão muito além da posição dos ponteiros do relógio, mas que refletem também em tradições milenares e sistemas de contagem do tempo.

Ano-Novo não chega ao mesmo tempo para todos

Você sabia que, enquanto comemoramos a chegada de um novo ano, em outros lugares ele já começou horas antes? Esse fenômeno é explicado pela divisão dos fusos horários, que organiza o tempo mundial de acordo com a rotação da Terra.

O ponto de partida para as comemorações é a Ilha de Kiribati, localizada no Oceano Pacífico Central. Graças à Linha Internacional de Data, que separa os dias no globo terrestre, Kiribati é o primeiro lugar a entrar no ano novo. Já países como os Estados Unidos, que estão em fusos mais ocidentais, são os últimos a se despedir do ano velho.

O ponto de partida para as comemorações é a Ilha de Kiribati | Divulgação/Creative Commons
O ponto de partida para as comemorações é a Ilha de Kiribati | Divulgação/Creative Commons

Nem sempre é 2025: os calendários alternativos pelo mundo

Embora o dia 1º de janeiro seja amplamente reconhecido como o início de um novo ano, essa data é apenas uma convenção do calendário gregoriano, utilizado na maior parte do mundo.

Introduzido em 1582 pelo Papa Gregório XIII, o calendário gregoriano substituiu o juliano em muitos países com a justificativa de que havia melhorias na precisão astronômica. Ele organiza o tempo em 12 meses e 365 ou 366 dias, alinhando-se às estações e ao ciclo solar. No entanto, a adoção foi gradual, com países como a Inglaterra e suas colônias aderindo apenas no século XVIII.

Apesar de sua predominância, outras culturas seguem calendários que refletem suas tradições e sistemas de contagem do tempo.

O calendário chinês é amplamente reconhecido por suas celebrações vibrantes | Divulgação/Creative Commons
O calendário chinês é amplamente reconhecido por suas celebrações vibrantes | Divulgação/Creative Commons

O calendário judaico, por exemplo, marca atualmente o ano 5785, com o Rosh Hashaná (Ano-Novo Judaico) geralmente caindo entre setembro e outubro. Já o calendário islâmico está no ano 1446 e segue o ciclo lunar, com o Muharram sendo o primeiro mês.

Amplamente reconhecido por suas celebrações vibrantes, o calendário chinês combina ciclos lunares e solares e marca o Ano-Novo entre janeiro e fevereiro, iniciando o ano do Dragão em 2024.

Na Coreia do Sul, existe a comemoração do Seollal, o Ano-Novo Lunar, enquanto na Coreia do Norte o Juche é o sistema oficial, atualmente no ano 113.

Na Índia, há diferentes calendários regionais, como o Vikram Samvat, que marca o ano 2081. O calendário persa, utilizado no Irã e em outros países, está no ano 1403 e celebra o Nowruz em março.

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