Ativistas são presos após atacar quadro de pintor espanhol Diego Velázquez em Londres
Dupla criticou decisão do governo britânico de liberar mais licenças para exploração de petróleo

Divulgação/Twitter Just Stop Oil
Dois ativistas climáticos da organização não governamental Just Stop Oil foram presos, na noite de 2ª feira (6.nov), após atacarem o quadro The Rokeby Venus, do pintor espanhol Diego Velázquez, em Londres. A obra estava exposta no museu National Gallery, protegida por uma película de vidro, que foi danificada a marteladas pelos manifestantes.
+ Leia as últimas notícias no portal SBT News
A intenção, segundo os ativistas, foi chamar a atenção para a decisão do governo britânico de liberar dezenas de licenças para a construção de um campo de exploração de petróleo e gás no Mar do Norte. Durante o ato, os manifestantes climáticos afirmaram que a ação irá resultar na morte de milhões de pessoas no futuro devido à poluição.
"É hora de ação e não de palavras. É hora de parar o petróleo. Quando criança, eu me via crescendo para ser astronauta ou cantora. Vi um futuro, por mais ridículo que fosse. Agora, esses devaneios acabaram. O futuro para o qual caminhamos não dá mais espaço para esses sonhos", disse a ativista identificada como Hanan.
? SUFFRAGETTE PAINTING SMASHED
? Just Stop Oil (@JustStop_Oil) November 6, 2023
? Our government have revealed plans for MORE oil licences, knowing it will kill millions. In response, two supporters of Just Stop Oil smashed the Rokeby Venus ? slashed by Mary Richardson in 1914.
? Deeds, not words: https://t.co/3tlBID7nKA pic.twitter.com/Hk0el26QIt
Pelas redes sociais, o museu informou que a sala onde o The Rokeby Venus estava exibido foi esvaziada para perícia. Posteriormente, a obra foi retirada e enviada para a avaliação de especialistas. Ainda não há informações sobre se a obra foi danificada.
+ "Precisamos parar com essa loucura", diz chefe da ONU sobre mudanças climáticas
A intenção do governo britânico de construir o campo Rosebank, com potencial para produzir mais de 300 milhões de barris de petróleo na vida útil, vem sendo criticada por ambientalistas desde o início. Antes de aprovar o projeto, ativistas cobriram com um tecido preto a mansão do primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, em North Yorkshire, e exibiram um cartaz com a frase "lucros do petróleo ou o nosso futuro?".














