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Eleições dos Estados Unidos: democratas e republicanos disputam estados decisivos

Campanhas de Joe Biden e Donald Trump estão concentradas em regiões com eleitores indecisos

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Leonardo Ferreira
10/09/2020, 09:13 • Atualizado em 30/10/2023, 21:14
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Eleições dos Estados Unidos: democratas e republicanos disputam estados decisivos

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Faltam menos de dois meses para o mundo conhecer quem vai ocupar um dos cargos mais importantes do planeta. O atual presidente norte-americano Donald Trump, do Partido Republicano, tenta conseguir mais quatro anos de mandato. Seu rival, do Partido Democrata, é o ex-vice-presidente de Barack Obama, Joe Biden, que aos 77 anos é o candidato mais velho da história do país a concorrer à Casa Branca.

 A disputa de 2020 é marcada pela pandemia do novo coronavírus, que deixou mais de 190 mil mortos e infectou 6,4 milhões de pessoas nos Estados Unidos. A polarização também ganhou destaque, principalmente, depois dos protestos do movimento "Black Lives Matter" denunciando a violência policial contra os afroamericanos. 

 

De acordo com as últimas pesquisas de intenção de voto divulgadas, Joe Biden aparece com vantagens que variam entre 7 e 10 pontos em relação a Donald Trump. Mas esses números não garantem a vitória do candidato do Partido Democrata por dois motivos: o sistema eleitoral dos Estados Unidos e o fato do voto não ser obrigatório no país.




Nos Estados Unidos, o sistema de votos é indireto. Cada estado possui uma quantidade de delegados, que são determinados de acordo com a população. O candidato que recebe a maioria dos votos da região, leva todos os delegados dali. Historicamente, alguns estados já têm suas preferências. É o caso da Califórnia e de Nova York, que geralmente escolhem os democratas, e do Texas, que opta pelos republicanos. No meio dessa disputa há os chamados "swing states", que não costumam seguir um padrão e são decisivos na hora de escolher quem vai ocupar o cargo mais alto do país. É o caso da Flórida, que possui 29 delegados e divide com Nova York o posto de quarto maior colégio eleitoral.

 Outro estado decisivo é a Pensilvânia, que tem 20 delegados. Em 2016, Trump conseguiu os votos do estado, mas para especialistas, isso pode mudar em 2020. "A Pensilvânia é um estado com muitos idosos, que são o grupo mais vulnerável da Covid-19 e que desaprovaram a forma como o presidente lidou com a pandemia", afirma Jonathan Lemire, da agência de notícias Associated Press.

 De acordo com uma pesquisa da rede de televisão NBC, Joe Biden aparece no estado com 53% e Donald Trump com 44%. De olho nessa diferença, o vice-presidente Mike Pence visitou a região e participou de um ato anti-aborto. A agenda com pautas consideradas conservadoras é um dos grandes pilares da campanha republicana, que foca ainda em temas como emprego e segurança.




Joe Biden visitou o Michigan, estado que deu vitória a Trump em 2016. Durante o discurso, criticou a forma como o presidente norte-americano lidou com a pandemia e apresentou um plano de impostos para garantir os empregos. O candidato do Partido Democrata tenta ganhar o voto de minorias, convencendo, principalmente, as comunidades afroamericana e latina, que tiveram grande abstenção em 2016, a participar das eleições.



Outro fator determinante podem ser os debates eleitorais. Serão três ao todo, o primeiro deles no dia 29 de setembro. Já os candidatos a vice também participarão de um debate próprio, marcado para o dia 7 de outubro. A decisão final dos eleitores acontece no dia 3 de novembro.

 

 

 

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