Justiça cobra plano emergencial para escolas sem ar-condicionado no RJ
Medida atende pedido do Ministério Público, que denunciou desmaios de alunos em salas que chegaram a registrar até 42°C em 2025
Camila Stucaluc
15/01/2026, 05:06 • Atualizado em 15/01/2026, 05:06
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Sala de aula | Agência Brasil
A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o governo estadual apresente um plano emergencial para escolas da rede pública devido às altas temperaturas. A decisão atende a um pedido do Ministério Público, que apontou para ambientes insalubres, agravados pela precariedade térmica e por sistemas de climatização inadequados.
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Segundo o órgão, o pedido foi motivado por 52 episódios graves ocorridos em 2025, envolvendo desmaios de alunos em salas que chegaram a registrar temperaturas de até 42°C. Além do calor excessivo, a ação também destaca problemas como manutenção predial insuficiente, riscos estruturais, deficiências em equipamentos básicos e falta de acessibilidade.
Pela decisão judicial, o Estado deverá apresentar, no prazo de 90 dias, o diagnóstico atualizado da infraestrutura das escolas indicadas, sob pena de multa diária de R$ 500. Já o plano de ação emergencial, que deverá conter cronograma detalhado de execução e de gastos, deverá ser apresentado em até 60 dias, com início das medidas em até 30 dias após a aprovação judicial.
Isso significa que as medidas não devem chegar a tempo para a volta às aulas, já que o retorno das atividades está programado para 5 de fevereiro.
Em comunicado, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação reforçou que a climatização é um direito básico de alunos, professores e funcionários, e que há anos vem denunciando o tema, que só se agrava com as mudanças climáticas. No início de 2025, por exemplo, o governo autorizou as escolas estaduais sem climatização adequada a reduzir em 50% a carga horária presencial durante a onda de calor.
Justiça cobra plano emergencial para escolas sem ar-condicionado no RJMedida atende pedido do Ministério Público, que denunciou desmaios de alunos em salas que chegaram a registrar até 42°C em 2025Justiça2026-01-15T05:06:00.000ZA Justiça do Rio de Janeiro determinou que o governo estadual apresente um plano emergencial para escolas da rede pública devido às altas temperaturas. A decisão atende a um pedido do Ministério Público, que apontou para ambientes insalubres, agravados pela precariedade térmica e por sistemas de climatização inadequados. Segundo o órgão, o pedido foi motivado por 52 episódios graves ocorridos em 2025, envolvendo desmaios de alunos em salas que chegaram a registrar temperaturas de até 42°C. Além do calor excessivo, a ação também destaca problemas como manutenção predial insuficiente, riscos estruturais, deficiências em equipamentos básicos e falta de acessibilidade. Pela decisão judicial, o Estado deverá apresentar, no prazo de 90 dias, o diagnóstico atualizado da infraestrutura das escolas indicadas, sob pena de multa diária de R$ 500. Já o plano de ação emergencial, que deverá conter cronograma detalhado de execução e de gastos, deverá ser apresentado em até 60 dias, com início das medidas em até 30 dias após a aprovação judicial. Isso significa que as medidas não devem chegar a tempo para a volta às aulas, já que o retorno das atividades está programado para 5 de fevereiro. Em comunicado, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação reforçou que a climatização é um direito básico de alunos, professores e funcionários, e que há anos vem denunciando o tema, que só se agrava com as mudanças climáticas. No início de 2025, por exemplo, o governo autorizou as escolas estaduais sem climatização adequada a durante a onda de calor.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/justica-cobra-plano-emergencial-para-escolas-sem-ar-condicionado-no-rj
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