STJ nega habeas corpus para soltar acusado de matar jogador Daniel, em 2018
Advogados de Edison Luiz Brittes Junior, preso há três anos, alegam constrangimento ilegal

Daniel foi morto depois de ir à casa da família Brittes | Divulgação/ E.C. São Bento
O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis Júnior manteve a prisão preventiva do empresário Edison Luiz Brittes Junior, acusado de matar o jogador de futebol Daniel Corrêa, em outubro de 2018.
Brittes Junior está preso desde novembro de 2018, denunciado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual, corrupção de menores e coação no curso do processo que investiga a morte do jogador. O corpo de Daniel foi achado perto de São José dos Pinhais (PR), degolado e com o órgão sexual decepado.
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No pedido de habeas corpus submetido ao STJ, a defesa apontou constrangimento ilegal por excesso de prazo na prisão, que já dura três anos. Argumenta que o recurso apresentado ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) contra a decisão de levar o réu a julgamento no tribunal do júri está pendente há mais de um ano, sem julgamento. Os advogados pediram a suspensão da prisão preventiva e, no mérito, a concessão definitiva do direito de responder ao processo em liberdade.
Na decisão, o ministro Sebastião Reis Júnior, relator do habeas corpus, entendeu que não há constrangimento ilegal na prisão do acusado. "Não me convenci, em princípio, do alegado constrangimento, pois, em consulta à página eletrônica do Tribunal de Justiça do Paraná, não se evidencia desídia do Judiciário no impulsionamento do feito, devendo ser observado, por ora, o princípio da razoabilidade, uma vez que os prazos processuais não são absolutos", concluiu.
O magistrado solicitou, porém, informações ao TJ-PR sobre a previsão de prazo para o julgamento do recurso e determinou a remessa do habeas corpus ao Ministério Público Federal, para parecer. Ainda não há data marcada para o julgamento de mérito do pedido.
Relembre o caso
Daniel foi assassinado após a festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes, filha de Edison Brittes Jr, em 26 de outubro de 2018. Depois da festa, o jogador foi para a casa da família Brittes, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Lá, de acordo com o inquérito policial, Daniel foi agredido e morto. A polícia acusa o empresário de ter sido o autor do crime, após ele flagrar a mulher dormindo ao lado da vítima, na cama do casal. Daniel chegou a fotografar a cena e postar as imagens em redes sociais. Em fevereiro, a Justiça determinou que Edison Brittes e mais seis réus devem se submeter a júri popular, mas a data do julgamento ainda não foi marcada.















