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Rui Costa nega divergências e diz que saída de militares é "natural"

Após demissões, ministro se encontrou com titular da Defesa e voltou a citar "contaminação" de instituições

Rui Costa nega divergências e diz que saída de militares é "natural"
Rui Costa
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Em meio à crise com militares, que levou à demissão de 40 deles que atuavam na segurança oficial, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, negou haver divergências entre o governo e as Forças Armadas. Em conversa com jornalistas nesta 3ª feira (17.jan), Costa classificou o processo de saída de militares como algo "natural" durante troca de governos, mas voltou a dizer que é necessário descontaminar as instituições.

"Nós trocamos os comandantes. É natural que todos os assessores, mesmo dentro das Forças Armadas, haja um rodízio entre as pessoas. Mesmo em cargos militares, há rodízio. Não há nenhum mistério nisso. Ou alguém achava que nós íamos entrar no governo e íamos manter os assessores do governo anterior? Se mudou filosofia [do governo], tem que mudar quem está implementando", declarou Rui Costa.

Em relação às instituições, Costa citou a intenção do governo em fortalecer instituições. "Nós não podemos, de forma nenhuma, permanecer com nossas instituições contaminadas. Qualquer nação do mundo, se ela quer se desenvolver, ser forte, se ela quer ser democrática, precisa ter um sistema Judicial forte, uma Procuradoria forte. Mas que pensem enquanto projeto de Estado", reforçou o ministro em outro momento.

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O ministro também comentou sobre o encontro que teve com o titular da Defesa, José Múcio Monteiro, e negou que a reunião teve intenção de acalmar as Forças, mas sim para debater questões relacionadas à modernização, seguindo um pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. As declarações foram dadas em conversa com jornalistas nesta 3ª feira (17.jan), após encontro com o ministro.

"O presidente Lula já tinha definido na campanha que gostaria de modernizar as Forças Armadas, fazer o que as principais nações fazem: que é fazer com que esse investimento tenha alinhamento com outras ações prioritárias de governo, como formação de mão de obra", afirmou Costa. 

Ainda de acordo com o ministro, o governo pretende ampliar investimentos com diferentes modalidades de captação de recursos. Costa também reforça que o tema foi definido por Lula à época da transição, antes de reuniões com

"Outras nações do mundo fazem projetos de Parceria Público Privada (PPP) para equipar suas Forças Armadas. Alguns investimentos que levam 10, 20 anos cabem muito bem em projeto de PPP", defendeu. "Não é afago porque isso não é novidade. O presidente não pediu isso [reunião para falar sobre investimentos] em janeiro. Ele pediu isso lá no início. Pensamos isso em novembro ou dezembro, não tinha ocorrido episódios de atos de violência", completou o chefe da Casa Civil.

Demissões por troca de governo

O governo Lula demitiu pelos 40 militares que atuavam na segurança das residências oficiais, inclusive na coordenação da Administração do Palácio da Alvorada. As dispensas, que não foram justificadas, foram publicadas no Diário Oficial desta 3ª feira.

Na última 5ª feira (12.jan), durante café com jornalistas, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou a dizer que não se sentia seguro com alguns profissionais de segurança que trabalhavam para o governo. O chefe do Executivo também disse que o acesso ao Palácio do Planalto foi facilitado no último ataque terrorista em Brasília. Costa foi questionado a respeito da crise, mas minimizou as demissões.

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