Eleições

Flávio promete classificar CV e PCC como narcoterroristas

Candidato do PL prometeu endurecer o combate ao crime organizado e afirmou que envolvidos com facções devem ser punidos dentro da lei

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André Barbeiro
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, em entrevista à TV Globo | Foto: Reprodução/Globoplay

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, em entrevista à TV Globo | Foto: Reprodução/Globoplay

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (16), durante sabatina na TV Globo, que pretende classificar o Comando Vermelho (CV), o Primeiro Comando da Capital (PCC) e as milícias como organizações narcoterroristas, caso seja eleito presidente.

Flávio também prometeu "declarar guerra ao narcotráfico" e ampliar a atuação das Forças Armadas no controle das fronteiras. Segundo ele, um dos primeiros atos do eventual governo será reunir os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, além de chefes das polícias estaduais, para definir ações de combate ao crime organizado.

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"Vou fazer uma grande reunião e declarar guerra ao narcotráfico no Brasil a partir de janeiro do ano que vem. Vou declarar Comando Vermelho, PCC e milícias como organizações narcoterroristas, porque é o que eles são", afirmou.

Aliados presos no RJ

Questionado sobre aliados do Rio de Janeiro envolvidos em investigações ou operações policiais, como o deputado estadual Márcio Canella, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Rodrigo Bacellar e o ex-governador Cláudio Castro, Flávio afirmou que eventuais crimes devem ser punidos.

“Não tem que passar a mão na cabeça de ninguém. Se a pessoa cometeu algo de errado, vai ter que responder por isso”, disse. O senador também defendeu penas mais duras para pessoas comprovadamente envolvidas com organizações criminosas.

Canella foi preso pela Polícia Federal na quinta-feira (15), na Operação Unha e Carne. Bacellar é alvo de investigação por suspeita de obstrução de apuração envolvendo organização criminosa armada. Já Cláudio Castro foi alvo de buscas em investigação sobre suspeitas de crimes financeiros relacionados ao setor de combustíveis.

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