Eleições

Em ato no Rio, Lula critica Flávio e defende a soberania

Presidente relembrou o assassinato de Ana Clara e ato teve gritos de "Bolsonaro é miliciano"

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Maria Fernanda Barros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve nesta manhã em um ato na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. Acompanhado da ex-governadora do estado Benedita da Silva (PT), do atual prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e do antecessor Eduardo Paes (PSD), que disputou e perdeu a eleição para o governo neste ano, Lula hasteou uma bandeira do Brasil e concentrou seu discurso no tema soberania do país.

"É escolher alguém que beija a bandeira nacional ou que beija a bandeira americana. O Brasil não vai ser quintal de ninguém. O Brasil só tem um dono, e esse dono se chama povo brasileiro", discursou Lula na manifestação em Copacabana.
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O caso de Ana Clara, menina de cinco anos morta por um tiro de fuzil durante ação da Polícia Militar em Niterói, também foi citado pelo presidente Lula, já que seu adversário, Flávio Bolsonaro, advogou pela defesa do policial acusado do assassinato. "Vocês viram o cinismo dele ao falar da morte da menina Ana Clara", afirmou Lula, referindo-se à postura do senador quando foi questionado sobre o episódio no debate presidencial dessa sexta (23) na TV Globo.

No discurso, Lula também chamou Flávio Bolsonaro de "miliciano", devido a próximidade do candidato do PL com figuras como Adriano da Nóbrega, morto em 2020:

"As pessoas tem o direito de não gostar de mim e de não concordar com todas as políticas públicas que nós fizemos. Isso é normal. As pessoas votam em quem quiser, mas deixar de votar no trabalhador, para votar no miliciano, aí já demais"

Ao som de músicas temáticas da campanha, os apoiadores foram vistos segurando cartazes do candidato, papéis com o número 13 e bandeiras e bonés do Movimento Sem Terra (MST).

Ato de Lula no Rio tem gritos por soberania e contra milícias | Matheus Reis/Reprodução
Ato de Lula no Rio tem gritos por soberania e contra milícias | Matheus Reis/Reprodução

Lula também afirmou que Flávio "quer privatizar o SUS e vai acabar com o fim da escala 6x1" e convocou seus apoiadores a levarem o canal "Exército do Lula" a atingir o marco de 13 milhões de seguidores.

"Nosso exército é maior que o americano e o da Rússia. Mas não é exército da guerra, é o exército da paz", disse o presidente.

A fala foi encerrada pela primeira-dama Janja da Silva, que clamou pelos votos das mulheres: "Nós somos as guardiãs da democracia. É ele [Lula] quem mais faz as políticas públicas, que mais se preocupa com as mulheres. Mulheres, vamos permanecer atentas e fortes".

Ainda hoje, o presidente Lula participa de outro ato da campanha, na Avenida Paulista, em São Paulo, à tarde.

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