Candidato do PSTU cita boicote ao partido e critica Lula
Hertz Dias acusa boicote, defende estatizações, jornada de 36 horas e diz que governaria com conselhos populares
SBT News
Hertz Dias, candidato do PSTU à Presidência da República, afirmou neste sábado (29), em entrevista ao SBT News, que sua campanha enfrenta um “boicote profundo” por apresentar um programa voltado à organização da classe trabalhadora.
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O candidato também criticou o governo Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a estatização de setores estratégicos e declarou que, se eleito, pretende governar apoiado em conselhos populares, e não no Congresso Nacional.
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Durante a entrevista, o candidato citou a exclusão de Vera Lúcia, do PSTU, de um debate para o governo de São Paulo. O encontro reuniu Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e Fernando Haddad, do PT. Para Dias, o formato demonstraria a falta de democratização do processo eleitoral e a existência de um “cordão sanitário” contra as candidaturas do partido.
“Quem não é visto não é lembrado. Existe um boicote muito profundo às candidaturas do PSTU em função do programa que a gente tem apresentado, que é voltado para resolver os problemas históricos da classe trabalhadora.”
A acusação de boicote, contudo, não foi acompanhada de evidências de uma ação coordenada contra o PSTU. O episódio citado pelo candidato confirma a concentração da disputa paulista em torno de Tarcísio e Haddad, cenário que vem sendo destacado pela cobertura eleitoral, mas não comprova, por si só, a existência de uma articulação para excluir a legenda.
Estatização e reindustrialização
O programa apresentado por Dias inclui a estatização de empresas dos setores de mineração, energia, petróleo e siderurgia. Segundo ele, os recursos gerados por essas companhias deveriam ser aplicados na reconstrução do parque industrial brasileiro, com investimentos em semicondutores, inteligência artificial e digitalização.
A proposta é acompanhada de uma crítica ao processo de desindustrialização e à especialização do Brasil na produção de commodities. O candidato afirmou que o país precisaria recuperar soberania econômica e impedir a remessa de lucros ao exterior.
A defesa de uma alternativa socialista e revolucionária também aparece no programa do PSTU, conforme o perfil publicado pelo GZH. O partido propõe medidas como taxação de grandes fortunas, controle de capitais, suspensão do pagamento da dívida aos banqueiros e revogação das reformas trabalhista e previdenciária.
Trabalho como eixo da campanha
Dias colocou o fim da escala 6x1 entre as principais prioridades de sua candidatura. Ele defendeu a adoção de uma jornada de 36 horas semanais, sem redução salarial, e afirmou que os custos de adaptação para pequenos e médios empresários deveriam ser pagos pelos bilionários por meio de uma tributação maior.
A proposta também foi destacada durante uma agenda de campanha do candidato em São José dos Campos, onde ele visitou a entrada de fábricas antes do início do expediente.
Dias afirmou ainda que o governo federal teria deixado de arrecadar cerca de R$ 1 trilhão por ano em razão de isenções e fraudes fiscais. A estimativa, entretanto, não foi confirmada por fonte oficial nas consultas realizadas e deve ser tratada como um número apresentado pelo candidato, não como dado consolidado.
Críticas ao governo Lula
Ao responder por que considera Lula mais à direita do que no passado, Dias citou a relação do presidente com os grandes empresários e com o que chamou de burguesia brasileira. Para ele, o governo petista teria abandonado uma política de enfrentamento aos grupos econômicos mais ricos.
“O governo Lula, infelizmente, governa para esses grupos. Veja um tema importantíssimo, que é o fim da escala 6x1. O que o governo Lula fez foi tentar negociar com um congresso que é de um congresso de corruptos, um congresso de antitrabalhador, um congresso machista, racista, LGBTfóbico."
A posição mantém a linha adotada pelo PSTU desde o lançamento da candidatura, que combina oposição à extrema direita com críticas ao governo Lula. O partido busca se diferenciar do PT sem aderir ao discurso de neutralidade diante de uma eventual disputa entre Lula e um candidato bolsonarista.
Conselhos populares
Dias afirmou que, caso eleito, não governaria com o Congresso Nacional. Em seu lugar, pretende se apoiar em conselhos populares formados por sindicatos, movimentos sociais, associações, organizações territoriais e entidades estudantis.
Ele também defendeu a revogabilidade dos mandatos, mecanismo pelo qual a população poderia retirar do cargo políticos que não cumprissem as promessas de campanha.
Outra proposta é limitar a remuneração dos políticos ao salário médio de um professor qualificado.
Quem é Hertz Dias?
Hertz Dias, de 55 anos, é professor e militante ligado à defesa da classe trabalhadora, ele apresenta um programa com propostas como a redução da jornada de trabalho, a estatização de setores estratégicos e a mobilização popular.
Nas pesquisas mais recentes localizadas, o candidato aparece com 0% das intenções de voto no levantamento nacional do Datafolha divulgado em 21 de agosto e também não pontuou na pesquisa Quaest realizada no Distrito Federal em 25 de agosto.
Candidato do PSTU cita boicote ao partido e critica LulaHertz Dias acusa boicote, defende estatizações, jornada de 36 horas e diz que governaria com conselhos popularesEleições2026-08-29T23:28:12.059ZHertz Dias, candidato do PSTU à Presidência da República, afirmou neste sábado (29), em entrevista ao SBT News, que sua campanha enfrenta um “boicote profundo” por apresentar um programa voltado à organização da classe trabalhadora. O candidato também criticou o governo Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a estatização de setores estratégicos e declarou que, se eleito, pretende governar apoiado em conselhos populares, e não no Congresso Nacional. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Durante a entrevista, o candidato citou a exclusão de Vera Lúcia, do PSTU, de um debate para o governo de São Paulo. O encontro reuniu Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e Fernando Haddad, do PT. Para Dias, o formato demonstraria a falta de democratização do processo eleitoral e a existência de um “cordão sanitário” contra as candidaturas do partido. “Quem não é visto não é lembrado. Existe um boicote muito profundo às candidaturas do PSTU em função do programa que a gente tem apresentado, que é voltado para resolver os problemas históricos da classe trabalhadora.” A acusação de boicote, contudo, não foi acompanhada de evidências de uma ação coordenada contra o PSTU. O episódio citado pelo candidato confirma a concentração da disputa paulista em torno de Tarcísio e Haddad, cenário que vem sendo destacado pela cobertura eleitoral, mas não comprova, por si só, a existência de uma articulação para excluir a legenda. Estatização e reindustrialização O programa apresentado por Dias inclui a estatização de empresas dos setores de mineração, energia, petróleo e siderurgia. Segundo ele, os recursos gerados por essas companhias deveriam ser aplicados na reconstrução do parque industrial brasileiro, com investimentos em semicondutores, inteligência artificial e digitalização. A proposta é acompanhada de uma crítica ao processo de desindustrialização e à especialização do Brasil na produção de commodities. O candidato afirmou que o país precisaria recuperar soberania econômica e impedir a remessa de lucros ao exterior. A defesa de uma alternativa socialista e revolucionária também aparece no programa do PSTU, conforme o perfil publicado pelo GZH. O partido propõe medidas como taxação de grandes fortunas, controle de capitais, suspensão do pagamento da dívida aos banqueiros e revogação das reformas trabalhista e previdenciária. Trabalho como eixo da campanha Dias colocou o fim da escala 6x1 entre as principais prioridades de sua candidatura. Ele defendeu a adoção de uma jornada de 36 horas semanais, sem redução salarial, e afirmou que os custos de adaptação para pequenos e médios empresários deveriam ser pagos pelos bilionários por meio de uma tributação maior. A proposta também foi destacada durante uma agenda de campanha do candidato em São José dos Campos, onde ele visitou a entrada de fábricas antes do início do expediente. Dias afirmou ainda que o governo federal teria deixado de arrecadar cerca de R$ 1 trilhão por ano em razão de isenções e fraudes fiscais. A estimativa, entretanto, não foi confirmada por fonte oficial nas consultas realizadas e deve ser tratada como um número apresentado pelo candidato, não como dado consolidado. Críticas ao governo Lula Ao responder por que considera Lula mais à direita do que no passado, Dias citou a relação do presidente com os grandes empresários e com o que chamou de burguesia brasileira. Para ele, o governo petista teria abandonado uma política de enfrentamento aos grupos econômicos mais ricos. “O governo Lula, infelizmente, governa para esses grupos. Veja um tema importantíssimo, que é o fim da escala 6x1. O que o governo Lula fez foi tentar negociar com um congresso que é de um congresso de corruptos, um congresso de antitrabalhador, um congresso machista, racista, LGBTfóbico." A posição mantém a linha adotada pelo PSTU desde o lançamento da candidatura, que combina oposição à extrema direita com críticas ao governo Lula. O partido busca se diferenciar do PT sem aderir ao discurso de neutralidade diante de uma eventual disputa entre Lula e um candidato bolsonarista. Conselhos populares Dias afirmou que, caso eleito, não governaria com o Congresso Nacional. Em seu lugar, pretende se apoiar em conselhos populares formados por sindicatos, movimentos sociais, associações, organizações territoriais e entidades estudantis. Ele também defendeu a revogabilidade dos mandatos, mecanismo pelo qual a população poderia retirar do cargo políticos que não cumprissem as promessas de campanha. Outra proposta é limitar a remuneração dos políticos ao salário médio de um professor qualificado. Quem é Hertz Dias? Hertz Dias, de 55 anos, é professor e militante ligado à defesa da classe trabalhadora, ele apresenta um programa com propostas como a redução da jornada de trabalho, a estatização de setores estratégicos e a mobilização popular. Nas pesquisas mais recentes localizadas, o candidato aparece com 0% das intenções de voto no levantamento nacional do Datafolha divulgado em 21 de agosto e também não pontuou na pesquisa Quaest realizada no Distrito Federal em 25 de agosto. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/candidato-do-pstu-cita-boicote-ao-partido-e-critica-lula