Economia

Ibovespa alcança os 184 mil pontos em dia de Fed e Copom

O principal índice da B3 avançou 1,41% e atingiu os 184.483,46 pontos, nova máxima intradiária

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Painel de cotações da B3 | Germano Lüders/Exame

O Ibovespa renovou suas máximas históricas e alcançou os 184 mil pontos na manhã desta quarta-feira (28), em um pregão marcado pela expectativa em torno das decisões de política monetária no Brasil e no exterior.

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Por volta das 10h40, o principal índice da B3 avançou 1,41% e atingiu os 184.483,46 pontos, estabelecendo uma nova máxima intradiária. Às 10h48, a referência acionária subia 1,33% aos 184.332 pontos.

O movimento ocorre após um forte desempenho da bolsa brasileira na sessão anterior. Depois de um pregão de acomodação na véspera, o Ibovespa voltou a ganhar força na terça-feira (27), renovou máximas históricas ao longo do dia e encerrou o pregão em novo recorde de fechamento, aos 181.919 pontos, com alta de 1,79%.

Com o resultado, o índice superou o fechamento da sexta-feira (23), quando havia encerrado aos 178.858 pontos, e retomou o rali recente da bolsa brasileira, interrompido na segunda-feira (26), após quatro sessões consecutivas de recordes. Durante a sessão, o Ibovespa chegou a tocar, pela primeira vez na história, o patamar dos 183 mil pontos. Ao todo, 68 dos 84 papéis que compõem o índice fecharam em alta.

O novo recorde ocorre em um dia decisivo para os mercados globais. A chamada "super quarta" concentra decisões de política monetária de bancos centrais no Brasil e no exterior, além de discursos de autoridades e a divulgação de balanços corporativos relevantes.

No exterior, a agenda começou com a divulgação do índice de confiança do consumidor GfK na Alemanha, às 4h. Às 11h45, o Banco do Canadá anuncia sua decisão de política monetária, com expectativa majoritária de manutenção da taxa básica em 2,25%.

O foco principal do mercado, no entanto, estará nos Estados Unidos. Às 16h, o Federal Reserve divulga sua decisão de política monetária, com expectativa de manutenção dos fed funds no intervalo entre 3,50% e 3,75%. Em seguida, às 16h30, o presidente do Fed, Jerome Powell, concede entrevista coletiva.

No Brasil, o Banco Central anuncia sua decisão sobre a taxa Selic às 18h30. Assim como no caso do Fed, a expectativa predominante do mercado é de manutenção dos juros, com atenção voltada ao conteúdo do comunicado e aos sinais sobre a condução futura da política monetária. Mais cedo, às 14h30, o BC divulga o fluxo cambial semanal até 23 de janeiro.

Além das decisões de juros, a agenda internacional inclui os dados de estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos, às 12h30, e um discurso de Isabel Schnabel, membro do Banco Central Europeu, às 15h. No campo político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursa às 10h30.

No calendário corporativo, a temporada de balanços nos Estados Unidos ganha destaque com a divulgação dos resultados de empresas como Microsoft, Meta Platforms, Tesla, ASML e IBM, números que tendem a influenciar o humor dos mercados globais.

O pano de fundo para a agenda carregada é o forte desempenho recente da bolsa brasileira. Com o avanço acumulado, janeiro de 2026 já se insere entre os episódios de maior valorização mensal do Ibovespa em mais de uma década. Desde 2010, apenas 13 meses registraram altas superiores a dois dígitos no índice, segundo dados da consultoria Elos Ayta.

Em poucas semanas, o Ibovespa já acumulou dez máximas históricasquase um terço de todos os recordes registrados ao longo de 2025.

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