Governo Lula trabalha com risco de novas sanções dos EUA
Nos bastidores, auxiliares avaliam que Lei Magnitsky pode voltar ao radar após renovação da emergência nacional americana
Hariane Bittencourt
Lula veste boné pela soberania do Brasil
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. Após a confirmação do novo tarifaço, a expectativa no Palácio do Planalto não é, neste momento, de novas tarifas - hipótese que não está descartada -, mas da adoção de outras medidas, entre elas uma eventual nova aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.
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A avaliação ganhou força depois que o governo americano prorrogou, por mais um ano, na última terça-feira (28), a emergência nacional em relação ao Brasil. Ao justificar a decisão, a Casa Branca afirmou que ações do governo brasileiro continuam representando ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.
Nos bastidores, auxiliares de Lula interpretam a medida como um sinal de que novas sanções podem ser anunciadas. A possibilidade de uso da Lei Magnitsky é considerada uma das principais hipóteses.
Há exatamente um ano, em 30 de julho de 2025, a Casa Branca aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, sob acusações de violações de direitos humanos e censura relacionadas a decisões judiciais. Na mesma época, em meio ao primeiro tarifaço, vistos de outras autoridades brasileiras também foram cancelados. As sanções contra Moraes acabaram revogadas em dezembro, após uma aproximação entre Lula e Donald Trump.
Assessores do presidente também avaliam que a negativa do governo brasileiro, na semana passada, em conceder vistos a dois integrantes do Departamento de Estado dos EUA pode aumentar a tensão entre os dois países. Como revelou o SBT News, os servidores pretendiam discutir o sistema eleitoral brasileiro e também se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Aliados de Lula classificam a escalada como parte de uma estratégia político-eleitoral do governo Trump e afirmam que integrantes da administração americana tentam influenciar o cenário brasileiro em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Eles também reconhecem dificuldades de diálogo com o Departamento de Estado, visto como a ala mais ideológica do governo americano. Ressaltam, porém, que os canais de interlocução com a Casa Branca permanecem abertos, embora não estejam sendo utilizados neste momento.
Apesar da expectativa por novas medidas dos Estados Unidos, o governo brasileiro pretende manter uma postura cautelosa. A aplicação da Lei da Reciprocidade em resposta ao novo tarifaço, por exemplo, deve ficar para depois das eleições. A avaliação é que qualquer reação precisa ser adotada de forma estratégica, para evitar o agravamento da crise e uma eventual nova escalada tarifária.
Governo Lula trabalha com risco de novas sanções dos EUANos bastidores, auxiliares avaliam que Lei Magnitsky pode voltar ao radar após renovação da emergência nacional americanaEconomia2026-07-30T19:10:57.651ZO governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para uma nova rodada de sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. Após a confirmação do novo tarifaço, a expectativa no Palácio do Planalto não é, neste momento, de novas tarifas - hipótese que não está descartada -, mas da adoção de outras medidas, entre elas uma eventual nova aplicação da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A avaliação ganhou força depois que o governo americano prorrogou, por mais um ano, na última terça-feira (28), a emergência nacional em relação ao Brasil. Ao justificar a decisão, a Casa Branca afirmou que ações do governo brasileiro continuam representando ameaça à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. Nos bastidores, auxiliares de Lula interpretam a medida como um sinal de que novas sanções podem ser anunciadas. A possibilidade de uso da Lei Magnitsky é considerada uma das principais hipóteses. Há exatamente um ano, em 30 de julho de 2025, a Casa Branca aplicou a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, sob acusações de violações de direitos humanos e censura relacionadas a decisões judiciais. Na mesma época, em meio ao primeiro tarifaço, vistos de outras autoridades brasileiras também foram cancelados. As sanções contra Moraes acabaram revogadas em dezembro, após uma aproximação entre Lula e Donald Trump. Assessores do presidente também avaliam que a negativa do governo brasileiro, na semana passada, em conceder vistos a dois integrantes do Departamento de Estado dos EUA pode aumentar a tensão entre os dois países. Como revelou o SBT News, os servidores pretendiam discutir o sistema eleitoral brasileiro e também se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Aliados de Lula classificam a escalada como parte de uma estratégia político-eleitoral do governo Trump e afirmam que integrantes da administração americana tentam influenciar o cenário brasileiro em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Eles também reconhecem dificuldades de diálogo com o Departamento de Estado, visto como a ala mais ideológica do governo americano. Ressaltam, porém, que os canais de interlocução com a Casa Branca permanecem abertos, embora não estejam sendo utilizados neste momento. Apesar da expectativa por novas medidas dos Estados Unidos, o governo brasileiro pretende manter uma postura cautelosa. A aplicação da Lei da Reciprocidade em resposta ao novo tarifaço, por exemplo, deve ficar para depois das eleições. A avaliação é que qualquer reação precisa ser adotada de forma estratégica, para evitar o agravamento da crise e uma eventual nova escalada tarifária.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/governo-lula-trabalha-com-risco-de-novas-sancoes-dos-eua