Economia

Correios e Aliexpress renovam parceria de atuação no Brasil

Em meio à crise financeira, a empresa estatal atua com empresa internacional para a alta das entregas da Black Friday

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Artur Maldaner
O edifício sede dos Correios, em Brasília | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O edifício sede dos Correios, em Brasília | Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Os Correios e a empresa chinesa de e-commerce Aliexpress anunciaram, nesta sexta-feira (8), a renovação do contrato de parceria internacional para a entrega dos pedidos da plataforma em território brasileiro.

Segundo a estatal, o acordo foi firmado em setembro na sede do Alibaba Group, em Hangzhou, na China, e contou com a presença de executivos de ambas as partes. Também foi assinado um memorando que estabelece ações para acelerar as entregas na época do 11.11 e da Black Friday.

“As empresas passam a trabalhar de forma integrada no planejamento logístico da alta temporada, com foco em redução de prazos, aumento da capacidade de processamento e maior visibilidade no rastreamento dos pedidos”, afirmou os Correios em nota.

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O comunicado também destaca a importância da estrutura de entregas dos Correios, que está presente em todos os municípios brasileiros e permite um amplo alcance da Aliexpress ao mercado nacional.

Na análise do presidente dos Correios, Emmanuel Rondon, a cooperação com empresas internacionais é um dos pilares para o plano de reestruturação da estatal, que vêm enfrentando altos prejuízos e descontentamento dos servidores.

“A parceria com o AliExpress demonstra o reconhecimento da capacidade operacional dos Correios para atender, com excelência, um mercado em constante expansão. Ao fortalecer nossa atuação junto a grandes plataformas globais, ampliamos nossa capacidade de gerar receitas, atrair novos negócios e consolidar o papel dos Correios como protagonista da logística do comércio eletrônico”, comentou.

Recuperação

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026. No primeiro trimestre, o déficit foi de aproximadamente R$ 2,5 bilhões e, no segundo, foi para R$ 2,4 bi, uma queda de 5,5% no período.

A estatal também enfrentou, neste setembro, uma greve dos servidores que durou quinze dias. Os trabalhadores pediram recomposição salarial e melhoria no plano de saúde.

A greve acabou após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgar que a paralisação do setor não foi abusiva, determinando reajuste salarial de 4,09% e a manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho.

Em meio ao cenário desfavorável, os Correios buscam um aporte de R$ 6 bilhões junto ao governo federal, que, por sua vez, previu o repasse no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que foi encaminhado ao Congresso Nacional.

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