Economia

Contas públicas têm déficit de R$ 10 bi em agosto

Resultado melhora ante rombo de R$ 17,3 bilhões de agosto de 2025; gastos com juros chegaram a R$ 105,9 bilhões no mês

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Caio Barcellos
Prédio do Banco Central em Brasília | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 26.10.2023

Prédio do Banco Central em Brasília | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 26.10.2023

As contas públicas fecharam agosto com déficit primário de R$ 10 bilhões, abaixo do rombo de R$ 17,3 bilhões registrado no mesmo mês de 2025, segundo o Banco Central (BC). O resultado reúne as contas do governo federal, dos estados, dos municípios e das empresas estatais - exceto Petrobras.

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O Governo Central - que inclui governo federal, BC e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)- teve déficit de R$ 14,7 bilhões em agosto. O resultado foi parcialmente compensado pelo superávit de R$ 4,6 bilhões dos outros setores:

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  • R$ 2,1 bilhões dos estados;
  • R$ 553 milhões dos municípios;
  • R$ 2 bilhões das estatais

Em 12 meses até agosto, o setor público acumulou déficit primário de R$ 82,1 bilhões, equivalente a 0,62% do PIB. A proporção caiu 0,06 ponto percentual em relação ao acumulado até julho.

Juros

Os juros nominais chegaram a R$ 105,9 bilhões em agosto, ante R$ 74,3 bilhões no mesmo mês do ano passado. Em 12 meses, somaram R$ 1,182 trilhão, equivalente a cerca de 8,86% do PIB.

🔍O resultado primário mostra a diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento de juros da dívida. O resultado nominal inclui também os juros e mostra o saldo final das contas públicas.

O BC atribuiu parte da alta dos juros às operações de swap cambial -contratos usados pelo BC para reduzir oscilações do dólar, sem precisar vender moeda estrangeira diretamente. Elas haviam gerado ganho de R$ 19,9 bilhões em agosto de 2025, mas tiveram perda de R$ 9,3 bilhões no mesmo mês deste ano.

Com a inclusão dos juros, o chamado déficit nominal chegou a R$ 115,9 bilhões em agosto. Em 12 meses, o rombo acumulado alcançou R$ 1,264 trilhão, equivalente a 9,48% do PIB.

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