Economia

Brasileiro fecha 2025 mais endividado e pequeno negócio sente impacto

Crédito caro pressiona famílias e exige mais cautela dos empreendedores em 2026

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O brasileiro encerrou 2025 mais endividado e esse dado não afeta apenas o orçamento das famílias. Ele bate direto na porta do pequeno negócio. Quando o consumidor aperta o cinto, o varejo sente primeiro. As compras ficam mais racionais, o parcelamento aumenta e o risco de atraso cresce. Entender esse cenário é essencial para atravessar 2026 com menos sustos.

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Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da CNC, 78,9% das famílias estavam endividadas em dezembro de 2025, o maior nível já registrado para o mês. Em relação a dezembro de 2024, o avanço foi de 2,3 pontos percentuais. A inadimplência também cresceu no comparativo anual e atingiu 29,4 por cento dos entrevistados, mostrando que mais gente passou a atrasar ou não conseguir pagar suas contas.

Esse saldo anual revela uma pressão financeira maior do que a vista em 2024. A taxa Selic elevada tornou o crédito mais caro e mais seletivo. Os prazos das dívidas ficaram mais curtos e o fôlego do consumidor diminuiu. Em dezembro, o prazo médio de pagamento caiu para 7,1 meses, reforçando que as famílias estão pagando mais rápido, porém com menos margem de erro.

O cartão de crédito continua sendo o principal ponto de atenção. Ele está presente em mais de 85% das famílias endividadas e possui uma das maiores taxas de juros do mercado, próximas de 90% ao ano. O risco é claro. Uma venda hoje pode virar inadimplência amanhã se o consumidor perder o controle. Por outro lado, houve queda no número de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas, que fechou o ano em 12,6%.

Diante desse cenário, o pequeno negócio precisa ajustar a estratégia.

O que fazer?

Rever políticas de parcelamento, reduzir prazos longos, oferecer descontos para pagamento à vista e analisar melhor o perfil do cliente antes de conceder crédito próprio. Também é fundamental cuidar do caixa, reforçar a reserva financeira e não confundir faturamento com dinheiro disponível.

O que evitar?

Empurrar vendas a qualquer custo, alongar prazos sem critério, depender excessivamente do cartão de crédito do cliente e assumir dívidas caras para cobrir buracos de curto prazo.

Para 2026, a expectativa é de alguma melhora caso a taxa Selic entre em trajetória de queda, mas o ambiente ainda exige prudência. O consumidor está mais atento, mais pressionado e menos impulsivo. O pequeno empresário que entender isso, ajustar sua oferta e proteger seu caixa terá mais chances de atravessar esse período com equilíbrio e até ganhar espaço enquanto outros insistem em erros antigos.

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