Congresso

Maia e Guedes afinam discurso sobre auxílio-emergencial

Ministro diz que não há renovação até junho de 2021; deputado concorda. Relação está hoje mais para beijos do que para tapas

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Gabriela Vinhal
07/10/2020, 19:52 • Atualizado em 30/10/2023, 21:25
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FREDERICO BRASIL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, levantaram publicamente a bandeira branca na noite de 2ª feira (5 out), em um jantar na casa de Bruno Dantas, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). O período de paz permanece e, nesta 4ª (7 out), o parlamentar fez questão de confirmar a convergência de opinião dele e de Guedes acerca da prorrogação do auxílio-emergencial. 

"Não tem prorrogação, hoje a informação que existe é o seguinte: não tem prorrogação. O ministro da Economia está descredenciando qualquer informação a respeito de prorrogar isso ou aquilo", afirmou Guedes. No Twitter, o presidente da Câmara disse que tem a mesma posição.

Reconciliações
Apesar da agenda reformista comum, o deputado e o economista vivem altos e baixos desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). E, quando parecia que a pandemia tinha acabado com a relação, um jantar com autoridades os uniu.

No último 1º de setembro, Maia disse ao SBT News que Guedes "não gostava dele", porque o ministro teria proibido técnicos da pasta de falaram com o deputado. À época, o presidente da Câmara afirmou que não estava aberto para uma nova reconciliação.

"Indelicado e grosseiro"
No fim do jantar de aproximação, em coletiva de imprensa, Maia pediu desculpas ao ministro e afirmou ter sido "indelicado e grosseiro". "Na minha última eleição (para presidência da Câmara), a única pessoa do governo que me apoiou foi o ministro Paulo Guedes. Nos dias seguintes à presidência, por divergências, por erros, e assumo os meus, nós fomos nos afastando e, agora, na pandemia, mais ainda", disse.   

Guedes também se desculpou, defendeu a pacificação entre os dois e a agenda de reformas. "Nunca ofendi o presidente Rodrigo Maia. Isso não é ofensa pessoal, foi uma troca de opiniões. Maia falou: 'Olha, você está atrasando a reforma tributária'. E eu: 'Olha, e as privatizações aí?' Isso são trocas de opinião. Não tem ofensa", afirmou o ministro.

"Agora, eu, caso eu tenha ofendido o presidente Rodrigo Maia ou qualquer político que eu possa ter ofendido inadvertidamente, eu peço desculpas também. Não é um problema", completou.

Insatisfeito com o andamento de projetos de privatizações no Congresso, Guedes disse, no último 30 de setembro, que havia boatos de que o presidente da Câmara fez um acordo com os parlamentares da esquerda para não avançar com o tema na Câmara. Na ocasião, Maia rebateu o ministro: "Está desequilibrado". 

Reforma tributária
Com pressa para encerrar seu mandato com o avanço de mais uma reforma, Maia também acusou Guedes de "interditar" o debate da reforma tributária.  No Twitter, o deputado questionou o "porquê" de o ministro ter impedido o andamento do projeto no Congresso Nacional.

O governo decidiu fatiar a proposta de unificação de impostos e encaminhou a primeira parte do texto. O discurso do ministro da Economia na cerimônia de entrega foi, contudo, apaziguador. Ele disse que é a "política que dita o rumo das reformas" e que o Parlamento sempre teve "boa vontade" com as propostas do governo.  "Confiamos no Congresso reformista. Confiamos em espírito construtivo", afirmou à época. 

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