Justiça manda soltar policial militar que matou soldado em boate
SBT Rio conseguiu com exclusividade as imagens de câmeras de segurança do momento do crime

Melissa dos Santos
A Justiça mandou soltar o policial militar que foi preso após matar um soldado do exército durante uma briga em uma boate em Piedade, no Rio de Janeiro. William Cardoso da Silva, de 22 anos, morreu depois de ser atingido com um tiro na cabeça.
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O SBT Rio conseguiu com exclusividade as imagens do circuito de segurança da boate onde a briga começou. É possível ver que há uma discussão e na sequência a pancadaria. Em outro trecho, vemos o cabo da Polícia Militar, David Trancoso Daniel, observando a confusão. Pouco depois, o PM entra em uma sala onde a pistola dele estava acautelada. Ele pega a arma e coloca na cintura. Ainda dentro da boate, os seguranças conseguem apartar a briga e expulsar os envolvidos, mas a pancadaria continua na rua. De repente, o policial aparece armado. Um dos seguranças ainda tenta detê-lo, mas não adianta. O PM atira nos jovens. O soldado foi atingido na cabeça e morreu alguns dias depois de ter ficado internado no hospital.
O crime aconteceu na madrugada do dia 17 de junho deste ano, mas na última 4ªfeira (13.jul), a justiça do Rio de Janeiro decidiu soltar o policial autor do disparo. O juiz Alexandre Abrahão, da terceira vara criminal do Rio, acolheu o pedido do Ministério Público de substituir a prisão preventiva por medidas cautelares, como a proibição de manter contato com testemunhas arroladas na denúncia e a ausência da comarca por mais de 10 dias sem autorização.
A família do soldado do exército está indignada. Eles ainda vivem o luto e não entendem como o policial pode ter sido solto."É revoltante. Eu acho que só a gente sabe o que a gente tá passando dentro de casa", afirma Kelly Santos, cunhada da vítima. O irmão da vítima, Wesley da Silva, também está indignado: "Eu não esperava isso. Eu achava que ele fosse ficar preso, porque quem comete crime né, o certo é ficar preso".
Em nota, a Polícia Militar informou que o cabo foi reprovado após pesquisa social durante o processo seletivo para entrar na coorporação, mas que em 2018, David foi beneficiado por uma decisão judicial e conseguiu ingressar na polícia. A PM disse que também aguarda a comunicação oficial para soltar David. A corregedoria segue investigando o caso.









