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Turista gaúcha acusada de injúria racial é liberada após audiência de custódia em Salvador

Mulher é acusada de ofender e cuspir em garçonete negra no Pelourinho; ela responderá ao processo em liberdade

Imagem da noticia Turista gaúcha acusada de injúria racial é liberada após audiência de custódia em Salvador
Turista gaúcha é presa na Bahia suspeita de injúria racial | Reprodução/AratuOn

A turista gaúcha Gisele Madrid Spencer foi liberada após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (23), em Salvador. Ela foi presa em flagrante e é acusada de injúria racial após ofender e cuspir em uma garçonete negra durante um evento no Pelourinho. Gisele responderá ao processo em liberdade.

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O caso ocorreu na noite da última quarta-feira (21), durante uma festa em um bar no Centro Histórico da capital baiana. Segundo a polícia, a turista, que estava de férias na cidade, passou a proferir insultos racistas contra uma funcionária do evento e, em seguida, cuspiu no rosto da vítima.

A vítima, que optou por não se identificar, relatou o episódio ao jornalismo do SBT.

"Ela tinha acabado de chamar a equipe do bar de ‘lixo’. Quando passei por ela, ouvi: ‘Vai mais um lixo’. Questionei se ela havia me chamado de lixo e ela respondeu que sim. Quando ela virou, escarrou no meu rosto", afirmou.

Após a agressão, Gisele tentou deixar o local, mas foi detida e levada à Delegacia de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. No depoimento, segundo a polícia, ela afirmou que gostaria de ser ouvida apenas por um delegado branco.

O delegado Ricardo Amorim, responsável pelo caso, confirmou a declaração e afirmou que a investigação seguirá normalmente.

“Ela queria ser exclusivamente atendida por um delegado branco. Obviamente, esta é uma delegacia de combate ao racismo. Eu sou o delegado e vou conduzir a investigação”, declarou.

Amorim também destacou a contradição entre o discurso público da acusada e sua conduta. Nas redes sociais, Gisele aparece em publicações exaltando manifestações da cultura afro-brasileira, como o Afoxé Filhos de Gandhy e a Lavagem do Bonfim, além de se apresentar como criadora de conteúdo voltado a viagens.

"Ela frequenta espaços de cultura tradicionalmente preta, usa vestes feitas por pessoas pretas, e ainda assim se sentiu no direito de se colocar como superior. O flagrante foi importante para deixar claro que ela não é melhor do que ninguém”, afirmou o delegado.

O caso segue sob investigação, e a acusada poderá responder por injúria racial, crime previsto na legislação brasileira.

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