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Acre decreta emergência em sete cidades por causa da seca

Período de estiagem no estado começou antes do previsto e a estimativa é que se agrave ainda mais nos próximos meses

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Governo do Acre decreta estado de emergência devido falta de chuva | TV Norte Acre
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Sem chover desde o início de junho, o governo do Acre instalou um gabinete de crise para tratar da seca no estado. Além disso, nesta quarta-feira (24), dois novos municípios decretaram estado de emergência ambiental. Ao todo, seis estados e a capital estão em crise devido à estiagem.

O período de seca no estado começou antes do previsto e a estimativa é que se agrave ainda mais nos meses de agosto e setembro, quando há a tendência é de um clima mais seco.

Municípios em emergência:

  • Rio Branco (28 de junho);
  • Jordão (11 de julho);
  • Feijó, Epitaciolândia e Bujari (Há uma semana);
  • Cruzeiro do Sul e Porto Walter (24 de julho).

+ Seca extrema afeta comunidades do Acre e deixa estado em emergência

Desabastecimento

Desde meados de maio, autoridades do estado já temiam a seca no Acre. O tenente-coronel e diretor de administração em desastres, Cláudio Falcão, alertou que o nível do Rio Acre já era considerado um dos piores dos últimos 10 anos.

Nesta manhã, o Rio Acre atingiu 1,54 metro, segundo medição feita pelo Serviço Geológico Brasileiro (SGB). A cota está 29 centímetros 'acima' da menor cota histórica já registrada em Rio Branco — que é de 1,25 metro em outubro de 2022.

Ao todo, a Defesa Civil de Rio Branco abastece ao todo 29 comunidades rurais da capital, mas, como em todos os anos, na comunidade Panorama a falta d'água já foi registrada. No mês passado, a dona de casa Isandra Silva disse em entrevista ao SBT Brasil que os moradores da comunidade estão comprando água já que o abastecimento na localidade foi prejudicado.

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Na área verde do aeródromo do Acre, há registros de incêndios que comprometem voos por causa das nuvens de fumaça. Aumentou também ocorrências de queimadas e incêndios florestais em Cruzeiro do Sul.

A navegação no Rio Juruá e seus afluentes, em Porto Walter, já afetam aproximadamente onze mil pessoas, incluindo comunidades indígenas e ribeirinhas que sofrem com a falta de água potável e a escassez de alimentos.

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