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Quem é Renato Cariani, fisiculturista indiciado pela PF por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas

Com mais de 14,2 milhões de seguidores, influenciador fitness é suspeito de desviar produtos químicos para produção de crack e cocaína

Quem é Renato Cariani, fisiculturista indiciado pela PF por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas
Renato Cariani | Reprodução/Facebook
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Professor de química. Professor de educação física. Atleta profissional. Empresário e youtuber. É assim que Renato Cariani, de 47 anos, se apresenta em suas redes sociais. Com mais de 14,2 milhões de seguidores – 7,7 milhões no Instagram e 6,5 milhões no YouTube –, o fisiculturista ganhou os holofotes nos últimos tempos não por sua fama como influenciador fitness, mas sim por ser indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, em uma investigação contra uma organização criminosa que desviava produtos químicos para a produção de crack e cocaína. O inquérito foi concluído no dia 10 de janeiro, mas veio a público nesta terça-feira (30).

+ Amigo de Renato Cariani é indiciado pela PF por elo com tráfico de drogas

Bullying e fisiculturismo

"A minha vida até os 14 anos foi totalmente destruída pelo bullying", disse Cariani em mais de uma entrevista. O influenciador, que era obeso na infância, começou a fazer musculação para fugir do bullying.

Embora envolvido no mundo fitness há anos, ele se tornou fisiculturista profissional em 2020, quando conquistou o Pro Card (documento que permite que o atleta participe de torneios profissionais).

Em seu site oficial, Renato afirma ter formação em química, educação física e administração de empresas. Lá, ele oferece cursos para conquistar "o corpo dos seus sonhos", aprender "a treinar, a se alimentar melhor e a se organizar para o sucesso". O valor do plano anual é de R$ 358,80, enquanto o mensal custa R$ 49,90.

Antes e depois de Renato Cariani | Reprodução/Instagram @renato_cariani
Antes e depois de Renato Cariani | Reprodução/Instagram @renato_cariani

14,2 milhões de seguidores

O canal de Renato Cariani no Youtube, criado em 2016, tem mais de 6,5 milhões de inscritos e mais de 1 bilhão de visualizações. No Instagram, ele é seguido por mais de 7,7 milhões de pessoas. Em suas redes sociais, ele compartilha dicas de treinos e dietas e mostra uma rotina de vida saudável, além de realizar desafios e projetos com famosos.

Entrevista polêmica com Bolsonaro

Em 2022, o fisiculturista utilizou sua popularidade como plataforma para impulsionar a campanha de Jair Bolsonaro (PL), que tentava a reeleição como presidente da República. Cariani entrevistou o político durante o programa Ironcast, ao lado do médico Paulo Muzy.

Renato Cariani e Paulo Muzy entrevistam Bolsonaro | Reprodução/Youtube
Renato Cariani e Paulo Muzy entrevistam Bolsonaro | Reprodução/Youtube

Na época, o influenciador disse ter perdido cerca de 25 mil seguidores nas redes sociais após anunciar a live, mas durante a entrevista – que durou pouco mais de 2 horas – seu canal no Youtube ganhou mais de 200 mil novos inscritos. O vídeo, hoje, conta com mais de 4,8 milhões de visualizações.

+ Cariani explica mensagem para sócia: "Ninguém trabalha fim de semana para fugir da polícia"

Empresário da indústria química

Cariani iniciou sua carreira na área química como auxiliar de laboratório, aos 15 anos. Aos 40 anos, já ocupava o cargo de sócio-diretor de uma indústria química, fundada em 1981 e situada no ABC Paulista. A empresa é a Anidrol, alvo da Polícia Federal em 12 de dezembro de 2023.

A PF investigava o desvio de 12 toneladas de produtos químicos (fenacetina, acetona, éter etílico, ácido clorídrico, manitol e acetato de etila) usados para a produção de cocaína e crack. A quantia de produtos químicos desviados corresponde a mais de 19 toneladas de cocaína e crack prontas para consumo, segundo os investigadores.

Após quase 10 meses de investigações, a PF concluiu em 10 de janeiro o inquérito contra o influenciador. O relatório final indicia ele e outras duas pessoas, Fabio Spinola Mota e Roseli Dorth, pelos crimes de tráfico equiparado, associação para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

A conclusão da PF foi encaminhada para o Ministério Público Federal (MPF), que decidirá se denuncia ou não o trio à Justiça Federal. Eles respondem em liberdade, mas caso sejam condenados podem ser presos.

O SBT News tenta contato com a defesa de Renato Cariani, Fabio Spinola Mota e Roseli Dorth.

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