Queimaduras por águas-vivas batem recorde e atingem 90 mil banhistas no litoral gaúcho
Operação Verão registra aumento expressivo de queimaduras nas praias do RS, quase 30 mil a mais do que foi registrado no mesmo período do ano anterior

Julia Delaosa
O número de lesões em banhistas queimados por águas-vivas nas praias do Rio Grande do Sul bate recorde neste verão. Desde o início da Operação Verão, em 21 de dezembro, foram registradas cerca de 90 mil ocorrências, quase 30 mil a mais do que o registrado no mesmo período do ano anterior.
Fatores naturais contribuem para o aumento da presença desses animais no litoral gaúcho. O biólogo Fabiano Soares explica que o fenômeno é resultado da combinação entre correntes marinhas e ventos.
“As correntes formadas pelo encontro de águas quentes e frias acabam trazendo as águas-vivas para a nossa costa. Com o auxílio dos ventos leste e norte, elas aparecem com maior frequência”, afirma.
O calor intenso, as praias lotadas e as águas mais quentes tornam o litoral um ambiente favorável para a concentração desses animais marinhos. Por serem transparentes, as águas-vivas são difíceis de identificar no mar.
O sargento do Corpo de Bombeiros, Romeu Muller, orienta sobre os primeiros cuidados em caso de contato. Segundo ele, a ardência pode durar de 30 minutos até um dia inteiro.
“Não esfregar, porque isso acaba espalhando a toxina. O indicado é colocar vinagre e, se a pessoa apresentar desconforto ou febre, procurar um posto de saúde para avaliação médica”, destaca.









