Modelo de entrega por drones é testado em Barueri (SP)
Operação experimental do iFood busca acelerar o delivery em trechos urbanos e reduzir gargalos logísticos
Um novo modelo de entrega por drones começou a ser testado em Barueri, na Grande São Paulo, em uma operação experimental do iFood. A iniciativa busca acelerar o delivery em trechos urbanos e reduzir gargalos logísticos.
No trajeto utilizado no teste, com cerca de 3 quilômetros, o tempo de entrega por via terrestre pode chegar a uma hora. Com o uso dos drones, esse percurso é feito em aproximadamente cinco minutos.
O modelo opera em duas etapas. Primeiro, o drone transporta o pedido até um ponto de apoio. Em seguida, um entregador faz a finalização da entrega até o cliente.
Segundo a empresa, o foco não é substituir trabalhadores, mas otimizar a chamada “última milha”, especialmente em áreas com dificuldade de acesso, como condomínios e regiões com barreiras de circulação.
A rota foi selecionada por representar um desafio comum na logística urbana: o tempo perdido em deslocamentos internos, portarias e acessos restritos, que podem atrasar pedidos ou até gerar cancelamentos.
A adoção da tecnologia gerou discussões entre entregadores, que apontam possível impacto na demanda de serviços. O iFood, porém, afirma que o modelo depende diretamente da atuação humana na etapa final e não elimina a necessidade de entregadores.
Os voos são autorizados e monitorados por órgãos como a ANAC e o DECEA, seguindo protocolos específicos de segurança para operações aéreas não tripuladas.
O sistema já foi testado em outras regiões do país, como em Sergipe, entre Aracaju e Barra dos Coqueiros. Nesse caso, mais de 5 mil entregas foram realizadas, com redução significativa no tempo de transporte em trechos de longa distância.
A tendência é que drones sejam aplicados em rotas específicas, principalmente onde há gargalos logísticos, enquanto o transporte final até o consumidor deve continuar sob responsabilidade de entregadores.















