Ministras reforçam combate à violência contra a mulher em dia com manifestações no país inteiro
Márcia Lopes, Gleisi Hoffmann e Anielle Franco foram alguns dos nomes que destacaram, entre outras coisas, a onda de feminicídios que assola o Brasil
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Cristiane Ferreira
07/12/2025, 22:34 • Atualizado em 07/12/2025, 22:34
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O ato Levante Mulheres Vivas, que mobilizou dezenas de organizações da sociedade civil contra o feminicídio em todo o País, teve forte adesão do governo federal neste domingo (7), em Brasília. Seis ministras e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, uniram-se à primeira-dama Janja Lula da Silva na manifestação, realizada após uma sucessão de crimes que chocaram a sociedade.
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Em sua fala ministra da Mulher, Márcia Lopes, foi incisiva ao defender a necessidade de maior representatividade feminina, argumentando que a solução passa pela política.
"As mulheres precisam ocupar 50% dos cargos políticos no Brasil. Não vamos votar em homem que agrida, que ofenda as mulheres", convocou.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, enfatizou que o combate à violência de gênero não pode ser exclusivo das mulheres, definindo-a como uma luta civilizatória.
"É muito importante ter os homens ao lado da gente nessa caminhada. Essa luta é de toda a sociedade. Nós temos um problema histórico e cultural de subordinação das mulheres e temos que mudar isso", declarou.
O impacto da violência política foi lembrado pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã da vereadora assassinada Marielle Franco. Ela ligou o assassinato de Marielle ao da Mãe Bernadete, ressaltando o recado de intimidação contido nesses crimes.
"A gente está aqui hoje para dizer que vai permanecer viva, de pé, lutando, ocupando todos os espaços, eles queiram ou não. A gente vai permanecer", afirmou Anielle.
Mesmo se recuperando de uma cirurgia, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, participou em cadeira de rodas, alertando para a invisibilidade da violência nos territórios. Ela lamentou que a violência contra as mulheres indígenas ocorra "igualmente e nem notícia vira", mantendo-se no anonimato e fora das estatísticas oficiais.
A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, ampliou o debate, ligando a violência física à luta secular por direitos. Ela argumentou que a batalha exige igualdade salarial, creches e a eliminação de empecilhos para o avanço das mulheres na carreira científica.
Em um apelo direto ao endurecimento das penas, a primeira-dama Janja Lula da Silva lamentou os feminicídios e cobrou o sistema judiciário.
"Que hoje seja um dia que fique marcado na história desse movimento das mulheres pelo Brasil. A gente precisa de penas mais duras para o feminicídio. Não é possível um homem matar uma mulher e, uma semana depois, estar na rua para matar outra", disse.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, também marcou presença no ato realizado na Torre de TV.
Ministras reforçam combate à violência contra a mulher em dia com manifestações no país inteiroMárcia Lopes, Gleisi Hoffmann e Anielle Franco foram alguns dos nomes que destacaram, entre outras coisas, a onda de feminicídios que assola o Brasil Brasil2025-12-07T22:34:54.078ZO ato Levante Mulheres Vivas, que mobilizou dezenas de organizações da sociedade civil contra o feminicídio em todo o País, teve forte adesão do governo federal neste domingo (7), em Brasília. Seis ministras e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, uniram-se à primeira-dama Janja Lula da Silva na manifestação, realizada após uma sucessão de crimes que chocaram a sociedade. Em sua fala ministra da Mulher, Márcia Lopes, foi incisiva ao defender a necessidade de maior representatividade feminina, argumentando que a solução passa pela política. "As mulheres precisam ocupar 50% dos cargos políticos no Brasil. Não vamos votar em homem que agrida, que ofenda as mulheres", convocou. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, enfatizou que o combate à violência de gênero não pode ser exclusivo das mulheres, definindo-a como uma luta civilizatória. "É muito importante ter os homens ao lado da gente nessa caminhada. Essa luta é de toda a sociedade. Nós temos um problema histórico e cultural de subordinação das mulheres e temos que mudar isso", declarou. O impacto da violência política foi lembrado pela ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã da vereadora assassinada Marielle Franco. Ela ligou o assassinato de Marielle ao da Mãe Bernadete, ressaltando o recado de intimidação contido nesses crimes. "A gente está aqui hoje para dizer que vai permanecer viva, de pé, lutando, ocupando todos os espaços, eles queiram ou não. A gente vai permanecer", afirmou Anielle. Mesmo se recuperando de uma cirurgia, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, participou em cadeira de rodas, alertando para a invisibilidade da violência nos territórios. Ela lamentou que a violência contra as mulheres indígenas ocorra "igualmente e nem notícia vira", mantendo-se no anonimato e fora das estatísticas oficiais. A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, ampliou o debate, ligando a violência física à luta secular por direitos. Ela argumentou que a batalha exige igualdade salarial, creches e a eliminação de empecilhos para o avanço das mulheres na carreira científica. Em um apelo direto ao endurecimento das penas, a primeira-dama Janja Lula da Silva lamentou os feminicídios e cobrou o sistema judiciário. "Que hoje seja um dia que fique marcado na história desse movimento das mulheres pelo Brasil. A gente precisa de penas mais duras para o feminicídio. Não é possível um homem matar uma mulher e, uma semana depois, estar na rua para matar outra", disse. A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, também marcou presença no ato realizado na Torre de TV.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ministras-reforcam-combate-a-violencia-contra-a-mulher-em-dia-com-manifestacoes-no-pais-inteiro
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