Brasil

Menina morre após ser sugada por ralo de piscina em Campinas (SP)

Criança ficou presa ao sistema de sucção da piscina enquanto a bomba estava ligada; caso acende alerta para riscos silenciosos em piscinas residenciais

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Uma brincadeira que durou segundos terminou em tragédia. A morte de Anna Clara, de 11 anos, após ser sugada pelo ralo de uma piscina na casa da avó, em Campinas, no interior de São Paulo, expõe um perigo muitas vezes ignorado por famílias e responsáveis.

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Imagens de circuito interno mostram o momento em que a menina entra na piscina e é puxada com força pelo sistema de sucção. Pessoas circulam ao redor, mas não percebem o que está acontecendo. A amiga que estava com ela também não entende a gravidade da situação. Anna Clara só foi retirada da água cerca de 15 minutos depois.

A mãe, Michele Soares, relata o desespero daqueles minutos. “Eu achava a todo momento que minha filha ia voltar, é como se tivessem me enterrado viva”, disse, emocionada.

Segundo a família, no momento do acidente, a piscina passava por manutenção. A bomba havia sido consertada e permaneceu ligada enquanto as crianças ainda estavam dentro da água.

“Minha mãe estava fazendo almoço e meu padrasto estava arrumando a bomba junto com outro rapaz. As duas meninas ficaram na piscina. A mãe da menina estava lá, mas saiu. Foi nesse momento que tudo aconteceu”, conta Michele.

Anna Clara chegou a ser socorrida e ficou internada, mas sofreu quatro paradas cardíacas e não resistiu.

O caso não é isolado. Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) mostram que, só em 2023, 5.883 pessoas morreram afogadas no Brasil — uma morte a cada 90 minutos. Entre crianças, o risco é ainda maior: quatro morrem por dia no país, e, na faixa de 0 a 9 anos, 57% dos casos acontecem dentro de piscinas.

Para especialistas, tragédias como essa não são fatalidades. São resultado da falta de protocolos básicos de segurança.

“Piscina em manutenção precisa ficar vazia. Nunca se faz conserto com criança dentro. E sempre deve haver um adulto responsável acompanhando”, alerta Leonardo Bernardi Virga, especialista em segurança de piscinas da FAP.

A morte de Anna Clara está sendo investigada e corre em segredo de Justiça.

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