Brasil

Criança aprende a ler sozinha em português e inglês no Pará

Catarina, de Redenção, no sul do Pará, é considerada a leitora bilíngue mais jovem do Brasil

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Uma menina de apenas 4 anos, moradora de Redenção, interior do Pará, surpreendeu ao aprender a ler sozinha — e não apenas em português, mas também em inglês. Catarina começou a demonstrar suas habilidades ainda antes dos dois anos. Pelas ruas da cidade, ela já conseguia ler placas e anúncios, mesmo sem nunca ter frequentado a escola.

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O pai, Magno Riter, conta que o desenvolvimento acelerado da filha trouxe desafios para a família. "A gente precisa estar ali aprendendo o tempo todo para acompanhar ela. Agora ela tá falando inglês em casa, a gente também tá fazendo curso de inglês. A gente precisa estar acompanhando porque, às vezes, ela pede as coisas em inglês", explicou.

Filha de Magno e da oficial de justiça Sara Riter, Catarina tem diagnóstico de superdotação e já é considerada a leitora bilíngue mais jovem do Brasil.

A mãe relembra que, no início, a descoberta gerou insegurança. "A gente tinha um pouco de medo. E aí, como é que a gente vai fazer com essa menina lendo com dois anos de idade? Então, hoje a gente já tá bem mais tranquilo, de ter trocado muita mentoria, muitos cursos. E hoje a gente vê que consegue ajudá-la melhor com a rede de apoio", disse.

Superdotados

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas cerca de 5% da população mundial é considerada superdotada. No entanto, especialistas acreditam que esse número pode ser ainda maior, e alertam para a importância dos pais ficarem atentos ao comportamento dos filhos.

A neuropsicóloga Jéssica Neves explica que existem sinais que ajudam a identificar a superdotação. "Por exemplo, ela conseguir desenvolver habilidades de forma muito precoce, ter o vocabulário bem rebuscado, uma memória excepcional, e ter interesse por temas incomuns", contou.

Catarina foi avaliada por especialistas em superdotação em Brasília e Goiás. Seu QI é de 135, enquanto a média no Brasil varia entre 85 e 90.

Apesar de todo o desempenho intelectual acima da média, a família busca viver o presente e aproveitar ao máximo cada descoberta da filha. "Eu fico muito feliz. Eu sempre falo em todos os lugares que eu sou abençoado por Deus por ter ela na minha vida ", disse Magno, emocionado.

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